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O mês de abril de 2010 iniciou com a Petrobrás atraindo investimentos estrangeiros importantes para o desenvolvimento da empresa na exploração de petróleo em águas profundas e na costa brasileira.

Neste início de mês, o Diretor-Geral da “Agência Nacional do Petróleo” (ANP), Hardoldo Lima, esteve na China, onde realizou uma conferência na “Universidade do Petróleo da China”, que contou com a presença de estudantes, professores e de autoridades chinesas.

Sua conferência frisou os avanços da parceria estratégica Brasil-China no setor e a potencialidade desta, se ambos Estados aprofundarem ainda mais a cooperação com o fim de obterem benefícios mútuos.

Sua conferência foi importante, pois a empresa brasileira atualmente negocia um novo crédito de investimento com o “Banco de Desenvolvimento da China”, cujo valor é estimado em US$ 10 bilhões, para a exploração da “camada pré-sal” e fornecimento do produto aos chineses. No ano passado, o Banco chinês concedeu um crédito do mesmo valor, fomentando a parceria Brasil-China neste setor.

Além das negociações com os chineses, a empresa firmou cooperação com o Japão. O “Banco do Japão para Cooperação Internacional” (JBIC, sigla em Inglês) informou a concessão de US$ 497 milhões para a Petrobrás, a fim de ajudar no desenvolvimento dos campos de petróleo em águas profundas. Para a realização de tal objetivo, a empresa brasileira trabalhará em conjunto com as empresas japonesas “Mitsui & Co.” e com a “Japan Drilling Co.”.

As empresas japonesas entrarão com assessoria e tecnologia para auxiliar no desenvolvimento dos campos em águas profundas com o que há de mais avançado em sistemas de informações de GPS e de manutenção de navios. Os equipamentos japoneses para a empresa brasileira permitirão escavações a 3 Km de profundidade e sistemas precisos para a localização dos pontos de perfuração, sem que as embarcações tenham margem de erro durante o processo.

As empresas nipônicas garantem a mais alta tecnologia para que haja um aumento das importações de petróleo do Brasil. Por outro lado, os chineses estudam os melhores caminhos de se investir no desenvolvimento da Petrobrás, a fim de assegurar o fornecimento de petróleo ao país, essencial para manterem seu ritmo de crescimento. O Brasil, por sua vez, se beneficiará com os capitais de investimentos e com a tecnologia fornecida através da cooperação com as duas grandes potências asiáticas.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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