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Primeiro Acordo de Dilma na China trouxe resultados positivos ao Brasil

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Segundo anunciado o Acordo assinado pela presidente Dilma Rousseff para evitar o fechamento de fábrica da Embraer em Harbin (China) foi um significativa vitória para a mandatária brasileira. Observadores afirmam que a negociação estava sendo recusada pelas autoridades chinesas devido ao fato de o avião produzido pela empresa brasileira (o ERJ-145), em parceria com a chinesa Avic (“Aviation Industries of China”), ser um avião que perdia competitividade no mercado internacional não existindo mais intenção de fabricá-lo, da mesma forma que também não houve autorização do governo chinês para produção de outro modelo, já que se suspeita estarem os chineses interessados em produzir eles próprios qualquer modelo alternativo. O resultado disso seria o fechamento da empresa, pois a Embraer não tinha autorização para produzir nenhuma outra aeronave.

 

Agora ficou acertado que ela fabricará o Legacy, um avião executivo fora do segmento do ERJ-145, evitando concorrências, ao menos imediatamente. Os analistas estão afirmando que um dos principais responsáveis para o primeiro ganho nas negociações que estão em processo foi a própria Presidente brasileira, que, já na saída do Brasil, assumiu a postura de exigir reciprocidade nas negociações, sem a qual não assinaria Acordos com os chineses.

Este comportamento foi visto positivamente pelos observadores, pois eles entendem ser a China uma concorrente do Brasil. No caso das afirmações de que as duas economias são complementares, deduzem que isto se dá principalmente pela perspectiva chinesa, já que os chineses não completam sua declaração, informando que vêem a complementariedade dos dois países desde que o Brasil permaneça na tradicional condição de fornecedor de commodities.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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