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Rússia deseja solidificar parcerias na América Latina

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O governo da Rússia está trabalhando para solidificar suas parcerias na América Latina. No dia 4 de outubro, segunda-feira, em Moscou, o vice-presidente do conselho de Ministros cubano, Ricardo Cabrisa, juntamente como vice-chefe do Governo russo, Igor Sechin, discutiram a cooperação bilateral entre os dois países.

As reuniões  expuseram o percurso da intensa colaboração que houve entre os dois Estados, bem como os auxílios e parcerias que ainda há. O encontro representa diálogos para a manutenção de um espaço conquistado e a abertura de novos caminhos, visando a cooperação econômica entre ambos.

Analistas acreditam que os russos estão agindo estrategicamente, pois estão conseguindo construir os cenários das transformação pelas quais Cuba deverá passar no futuro próximo e não poderão perder as conquistas que detém na Ilha Caribenha, além de abrirem novas frentes.

Dessa forma, observadores afirmam que os diálogos não tem pretensão política, ou ideológica, mas econômica e estratégica, com a antevisão de cenários prospectivos, razão pela qual as atitudes estão sendo elogiadas.

Analistas internacionais que tem discutido sobre a estabilidade do sistema internacional, afirmam que a projeção russa é benéfica para a comunidade internacional, pois, da perspectiva destes, o melhor cenário para a estabilidade mundial será um sistema internacional com os EUA recuperado e forte, a União Européia Unificada e equilibrada; a Rússia plena, recuperada de seu status de grande potência e com economia em plena expansão; os dois gigantes Asiáticos (China e Japão) em produtividade plena e o Brasil, desenvolvido e democrático, para coordenarem o sistema internacional.

Seria a reedição de uma multipolaridade, com grande equilíbrio de poder e mais estável, devido a integração da economia global, algo que obrigaria os grandes a levarem em conta o apoio e a participação dos médios e poderiam trabalhar conjuntamente (desenvolvidos e em desenvolvimento) pela solução dos problemas críticos, em especial no Oriente Médio e na África.

Neste sentido, o trabalho do Governo russo em recuperar o posicionamento internacional de seu país tem sido visto como positivo por analistas da política internacional, da mesma forma que também esperam uma plena recuperação da economia norte-americana.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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