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Taiwan: ECFA não será um acordo de unificação com a China.

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O presidente taiwanês, Ma Ying-jeou, defendeu o “Acordo de Livre Comércio” com a China, chamado de ECFA, mas garante que o acordo não é para a unificação de Formosa com a parte continental chinesa. “Taiwan é uma democracia e apenas os seus 23 milhões de cidadãos podem decidir o seu destino e nem sequer eu como presidente posso fazê-lo”, afirmou.

O Presidente defendeu o acordo para evitar que Taiwan fique isolada economicamente e ressaltou que o país pode suportar o isolamento diplomático, mas não pode suportar o isolamento econômico. Seu discurso foi realizado em Taipei durante uma reunião da “Taiwan Foreign Correspondents’ Club”, onde a oposição ao “Acordo de Livre Comércio” diz que a concretização do ECFA será uma unificação da ilha com Beijing.

Sobre o EFCA, Ma Ying-jeou disse que terá 3 partes: “redução de tarifas”; “proteção de propriedade intelectual” e um “pacto de proteção de investimentos”. “Inicialmente, a lista de produtos com isenção de direitos será pequena, apenas os mais afetados pela entrada em vigor do pacto comercial da China com a Associação das Nações do Sudeste Asiático, de maneira a formalizar o Acordo o mais depressa possível”, explicou.

Para amenizar os opositores e a população, que são contra qualquer mudança política de Formosa, o presidente tem salientado: “Estamos conscientes de que Pequim pretende a unificação no âmbito da política ‘um país, dois sistemas’ e a ‘reunificação pacífica’, mas não aparece nada no acordo”.

O presidente Ma afirmou não querer ser dependente da China e explicou que, no entanto, visa intensificar a “interdependência”, pois as exportações taiwanesas para o mundo são processadas e convertidas em exportações chinesas.

Logo, a realização do acordo vai dar mais autonomia aos interesses da ilha, podendo aumentar seus parceiros comerciais e ter uma balança comercial própria, sendo apresentada com o seu nome oficial, “República da China” (Taiwan) e não como de “República Popular da China”.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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