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Tratado de livre comércio entre China continental e Taiwan

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Os dois lados do estreito de Taiwan, China continental e a ilha de Formosa (Taiwan), passam por uma semana tensa, mas com resultados positivos em suas negociações para um novo acordo comercial entre ambos.  O ECFA (sigla em inglês para “Acordo Macro de Cooperação Econômica”) visa maior espaço para empreendimentos taiwaneses na parte continental e vice-versa.

Economicamente, o ECFA será viável e muito positivo para a economia taiwanesa, que, hoje, tem a parte continental como sua principal parceira comercial. Desta forma, será aberto mais espaço no mercado chinês, beneficiando economicamente as empresas de Taiwan em uma praça que tem seu crescimento acelerado, principalmente no ramo de informática e tecnologia, já que as principais empresas de Formosa são deste ramo.

Para a China, o acordo favorecerá a entrada de empresas chinesas para atuar na ilha, dando-lhes muito mais facilidades em atuar no mercado de Formosa e gerando mais empregos para região. A ilha também será beneficiada pelo montante do “Investimento Externo Direto” (IED), uma vez que a China continental não poupará concessão de créditos com fim de obter benefícios mútuos.

Politicamente, há opositores ao ECFA. Muitos acadêmicos e pesquisadores taiwaneses alegam que a entrada de empresas chinesas em seu território só trará mais dependência econômica para Taiwan e, desta forma, a deixará mais vulnerável aos interesses de Beijing, podendo o país ser forçado a seguir as decisões da China continental.

O diplomata e principal negociador taiwanês, Chiang Pin-Kung, mostrou-se confiante em fechar o acordo até o mês de junho. Embora ele ainda não esteja firmado, suas negociações vêm progredindo de forma equilibrada, sem gerar atritos, mostrando um avanço importante nas conversações entre as duas partes.

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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