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A economia peruana e as eleições presidenciais

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A população peruana já sabe que governará o país pelos próximos cinco anos. No segundo turno, realizado entre Keiko Fujimori, filha do Ex-Presidente do Peru, Alberto Fujimori, que Governou por mais de uma década e, atualmente, está cumprindo pena por corrupção e violação aos direitos humanos, e Pedro Pablo Kuczynski, um ex-executivo do Banco Mundial e Primeiro Ministro peruano entre 2005 e 2006, teve a vitória de Kuczynski, por um pequeno percentual de votos, uma vez que este venceu o pleito no dia 9, quinta-feira, com 50,124% dos votos.

Esse embate com candidatos de tendências mais conservadoras em relação à economia, vistos como candidatos de centro-direita, impulsionou o mercado peruano, levando a questão financeira do país para o centro dos debates políticos. Vale ressaltar que, na teoria, nesse particular, os Programas de Governo de ambos os candidatos eram muito similares, conforme aponta o site do Jornal Folha de São Paulo.

Embora não estivesse em discussão à receita que levou o país a crescer mais do que os seus vizinhos na última década, os peruanos buscam soluções para a desaceleração da economia, para o aumento da criminalidade e para a pobreza persistente.

Destaca-se que o Peru teve quase duas décadas de crescimento econômico ininterrupto. O ápice desse “milagre peruano” ocorreu entre os anos de 2005 e 2014, período que é conhecido como o “boom” das commodities no país, que ainda quer se tornar o segundo maior produtor de cobre do mundo, graças a um investimento chinês de US$ 20 bilhões, em projetos de mineração, consoante informa o site China-Brazil. Ocorre que, conforme publicação do site entretenimientobit.com, o cenário conjuntural do país para o próximo Presidente, no caso, para Kuczynski, será bem menos favorável, visto que, de 2014 para cá, a economia retardou. O crescimento em 2015 foi de 2,7%, bem abaixo da média dos últimos anos, e a inflação subiu para 4,1%. Além do fim do “boom” das commodities, que fez caírem às exportações, a desaceleração da economia global reduziu o investimento estrangeiro. Para completar, as mudanças climáticas afetaram a agricultura e a pesca. Por fim, a crescente criminalidade é uma das principais preocupações dos eleitores e muitos questionaram por que a pobreza persiste em meio a tanta riqueza mineral.

Estes, em síntese, foram os principais desafios deste segundo turno, bastante disputado entre Keiko e PPK, que agora terá de ser enfrentado pelo vitorioso, que estava consciente dos problemas a serem enfrentados, enquanto participava da disputa.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Pedro_Pablo_Kuczynski.jpg

Jamile Calheiros - Colaboradora Voluntária

Bacharel em Relações Internacionais e Direito, com especializações em Direito Público Municipal e em Política e Estratégia. Aluna especial no Mestrado Acadêmico em Administração pela UFBa. Possui experiência na área jurídica adquirida em estágios em escritórios de advocacia, Petrobrás, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Tem experiência internacional, em Dublin – Irlanda. Diretora Institucional da BBOSS. Voluntária [email protected] - Project Management Institute – Capítulo Bahia, Diretoria de Alianças e parcerias desde Agosto de 2015.

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