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Na última segunda feira, 8 de abril, o Egito suspendeu a chegada de qualquer vôo comercial direto do Irã. A decisão foi tomada após protestos por parte de muçulmanos Sunitas”, que tentaram invadir a casa de um diplomata iraniano no Cairo. Cerca de 100 membros de grupos “Salafistas” protestaram contra a retomada de negociações entre os governos egípcio e iraniano, quebradas há 34 anos.

Em 2012, Egito e Irã voltaram às conversações. Os dois países não se relacionavam diretamente desde aRevolução Iraniana, em 1979, quando o governo egípcio providenciou asilo ao “Shah Reza Pahlevi”, que havia sido deposto, e, em 1980, Teerãquebrou todos os laços com  Cairo, um ano após a Revolução no Irã e a assinatura do acordo de paz entre Egito e Israel.

As negociações começaram a se fortalecer novamente em 2011, após a renúncia do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak. Ainda assim, os governos não conseguiram chegar a uma relação estável devido a uma série de divergências relacionadas ao Oriente Médio. Dentre elas, o apoio de Mahmoud Ahmadinejad ao presidente sírio, Bashar al-Assad.

No entanto, em fevereiro de 2013, Ahmadinejad se tornou o primeiro presidente iraniano a visitar o Egito desde a quebra de laços. Durante sua estadia no Cairo, ele convidou o Egito para uma aliança estratégica e ofereceu ajuda financeira ao país. A partir de um acordo entre os dois governos, em março decolou no Cairo o primeiro vôo comercial direto para Teerã. O acontecimento foi visto como um progresso nas relações.

Apesar desses avanços, os manifestantes Sunitas acusam o Irã de tentar impor a fé Xiita nos países de crença “Sunita” e, dentre as questões que ainda tornam delicadas as conversações entre Egito e Irã, a crítica ao presidente Ahmadinejad por grande parte da população egípcia tem peso significativo frente ao recente governo de Mohamed Morsi que é obrigado a levar em conta tal consideração de sua sociedade e o obriga a desacelerar os movimentos de normalização completa das relações.

Neste cenário, Rasha Azaizi, porta-voz do Ministério do Turismo no Egito, afirmou: “Foram realizadas conversações e houve um acordo para adiar a chegada de visitantes iranianos para meados de Junho[1]. 

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Imagem (Fonte):

http://www.bbc.co.uk/news/world-middle-east-21336367

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/04/08/us-egypt-iran-idUSBRE9370AB20130408

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Carla Albala Habif - Colaboradora Voluntária

Mestranda em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bacharel em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e especializada em Relações Internacionais Contemporâneas (PUC-Rio). Com foco em política no Oriente Médio, participou da “The Israeli Presidential Conference – Facing Tomorrow” - sob os auspícios de Shimon Peres - nos anos de 2011 e 2012, tendo realizado outros cursos na área em Israel.

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