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O pleito presidencial nos Estados Unidos entra nos últimos dias da mesma forma que começou: sem projeções conjunturais sólidas capazes de apontar como será a América após a eleição desta terça-feira, 8 de novembro de 2016.

Para especialistas que acompanham a corrida à Casa Branca, desde as primárias partidárias para a escolha dos candidatos democrata e republicano, uma possibilidade de desenho político, econômico, social e internacional está centrado nos desdobramentos que essa eleição trará tanto no âmbito nacional, como, principalmente, no internacional. Embora alguns resultados possam razoavelmente ser esperados, um debate plausível está sob o cerne dos 96% da população mundial que não vota nas eleições estadunidenses e que possivelmente sentirão os mesmos efeitos, não menor que aqueles que escolherão o novo Comandante-em-Chefe do principal ator do sistema internacional.

Para a fase final da disputa presidencial, pesquisas de opinião nacional apontam mudança sutil na preferência do eleitorado. De acordo com pesquisa encomendada pelo Washington Post/ABC News, o candidato republicano, Donald Trump aparece com 46% da preferência, contra 45% da candidata democrata, Hillary Clinton.

Esse movimento contrário apontado em pesquisa, com ascensão de Trump, vai de encontro ao posicionamento do Diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI, na sigla em inglês), James Comey, que enviou carta ao Congresso anunciando que o órgão faria novas investigações acerca do conteúdo inédito de e-mails utilizado por Hillary Clinton em provedor privado, na época em que era Secretária do Departamento de Estado, na primeira gestão de Barack Obama.

Contudo, apesar do recente infortúnio na campanha da democrata Hillary Clinton, analistas políticos entendem que a absorção dos votos de eleitores indecisos por parte de Donald Trump não será suficiente para causar uma reviravolta definitiva em favor do candidato republicano, uma vez que um número expressivo de eleitores já decidiu em quem votar há tempos e a investigação do FBI não será conclusiva antes do fim do pleito, portanto pouca influência deve sofrer.

Ainda diante de um quadro conjuntural, outros prognósticos são analisados, tal como o comportamento dos swings states, os Estados que ao longo dos últimos sufrágios presidenciais não mantiveram um padrão de votação, ora optando por um candidato democrata, ora por um republicano. São os casos de: Florida, Colorado, Iowa, Michigan, Nevada, New Hampshire, Carolina do Norte, Ohio, Pensilvânia, Virginia e Wisconsin.

Nesse sentido, na atual disputa, Clinton leva vantagem em oito desses estados: Colorado (43,8% contra 39,8%), Michigan (45% contra 38,8%), Nevada (46% contra 44,2%), New Hampshire (43,3% contra 41,4%), Carolina do Norte (46,6% contra 45,6%), Pensilvânia (47,6% contra 42,4%), Virgínia (45,2% contra 41,2%) e Wisconsin (46,4% contra 40,2%). Em contrapartida Donald Trump lidera em três: Florida (46% contra 45,6%), Iowa (44,4% contra 41,2%) e Ohio (46,4% contra 44,2%).

Para consumar a vitória, Clinton e Trump precisam somar 270 delegados, maioria simples dos 538 fragmentados nas 51 unidades que compõe o país. Em números atualizados, a chapa Hillary Clinton/Tim Kaine possui 216 delegados, enquanto a chapa republicana Donald Trump/Mike Pence angariou 164. Portanto, será através dos swings states que a eleição será decidida, já que há 158 delegados em disputa e, considerando as pesquisas e os números de delegados dos Estados swings, como a Flórida, em que o vencedor leva todos os 29 delegados, Ohio 18, Michigan 16, Pensilvânia 20, New Hampshire 4, Carolina do Norte 15, Colorado 9, Nevada 6 e Iowa outros 6, acredita-se que é maior a probabilidade de Hillary Clinton se tornar a próxima Presidente e primeira mulher a comandar os Estados Unidos da América.

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ImagemTrump & Clinton” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2a/Trump_%26_Clinton.jpg

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Victor José Portella Checchia - Colaborador Voluntário

Bacharel em Relações Internacionais (2009) pela Faculdades de Campinas (FACAMP), Especialista em Direito Internacional pela Escola Paulista de Direito (EPD) e Especialista em Política Internacional pelo CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais). Atuou em duas grandes multinacionais do setor de tecnologia e na área de Cooperação Internacional na Prefeitura Municipal de Campinas com captação de recursos externos, desenvolvimento de projetos na área econômica e comercial e buscando oportunidades de negócios para o município. Atualmente é Consultor de Novos Negócios na Avanth International em Campinas/SP. Escreve semanalmente sobre América do Norte com foco nos Estados Unidos.

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