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Eleições na Bielorrússia são fortemente criticadas

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As eleições parlamentares na Bielorrússia, ocorridas no último domingo, dia 23 de setembro, foram marcadas por duras críticas realizadas pela oposição ao Governo e por agentes internacionais. As críticas foram pautadas pela acusação de ilegalidade e pela falta de liberdade no processo eleitoral.

A Oposição, composta por cerca de dez pequenos partidos, sofreu inúmeras barreiras à participação política no processo eleitoral parlamentar. Figuras políticas opositoras ainda permanecem presas, graças aos seus atos contrários à administração do Presidente Lukashenko, e aqueles que já alcançaram a liberdade tiveram suas candidaturas bloqueadas, ação impetrada também contra outros candidatos sem histórico criminal.

 

Em resposta, os Partidos da oposição anunciaram um boicote às Eleições com o objetivo de demonstrar a fraude no processo. A forma de boicotar foi retirando suas candidaturas ao Parlamento. Anatoly Lebedko, chefe de um dos partidos opositores protestava declarando: “Não participe desta fraude, não vá à votação”*.

Embora tenham sido programadas para ocorrer no domingo, dia 23, as urnas eleitorais foram abertas a partir da terça-feira dia 18 para conceder mais do que uma oportunidade para os eleitores exercerem seus direitos, de acordo com Documento oficial divulgado*,.

No país, o voto não é obrigatório. Segundo a Oposição, as empresas e agências governamentais ameaçaram demitir os funcionários que não fossem votar. Além disso, ativistas contrários ao Governo perderam seus direitos ao voto.

293 candidatos disputaram 110 vagas no Parlamento e estima-se que nenhum candidato de oposição tenha conseguido se eleger**.

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Fontes:

* Ver:

http://www.dw.de/dw/article/0,,16253703,00.html

** Ver:

http://www.dw.de/dw/article/0,,16257260,00.html

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Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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