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Eleições parlamentares na Geórgia ocorreram nesta segunda-feira

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Fortes acusações de ambos os lados marcaram as campanhas eleitorais pelo Parlamento na Geórgia. Ontem, segunda-feira, dia 1o de outubro, os eleitores do país votaram para a composição de seu Parlamento, disputado por 14 partidos dentro de duas coalizões. A questão russa se faz presente.

A oposição é liderada pelo partido “Georgia’s Dream”, criado recentemente pelo bilionário Bidzina Ivanishvili, cuja fortuna de US$ 6,4 bilhões corresponde a cerca de metade do PIB nacional. O atual presidente do país, Mikheil Saakashvili, acusou seu opositor de promover um “projeto russo” na Geórgia, alegando que, se eleito, Ivanishvili irá levar a Geórgia a uma ditadura ao estilo soviético*.

 

Em resposta, a Oposição afirmou que o atual Governo levou o país a uma guerra sem esperanças contra a Rússia (referência à Guerra na “Ossétia do Sul”, em 2008). Não resta dúvida que a questão russa será fundamental nas eleições.

Ivanishvili acusou o Governo de ter confiscado fundos da campanha do Partido, para assim prejudicar os resultados da Oposição nas eleições. O Governo, em resposta, afirmou que tal ação se deu devido a uma multa por financiamento ilegal de campanha. A Oposição e ONG’s de monitoramento eleitoral afirmam que o Governo está utilizando dinheiro público para favorecer sua coligação nas eleições.

Após reportagem exibida por um canal nacional, que pertence à esposa de Ivanishvili, demonstrando atos de violência física e sexual contra detentos, por parte de policiais, surgiram em todo o país manifestações contrárias ao governo de Saakashvili, prejudicando a campanha de sua coligação.

As “Eleições Parlamentares” ganham uma importância extra uma vez que o atual Presidente aprovou mudanças constitucionais, que entram em vigor no próximo ano, transformando o país em uma república parlamentarista. O Primeiro-Ministro, com novos poderes, será escolhido pelo Partido que obtiver maioria no Parlamento. Analistas afirmam que Saakashvili acredita que poderá eleger-se como chefe do “Parlamento Nacional”, após o término de seu mandato em outubro do próximo ano**.

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Fontes:

* Ver:

http://www.dw.de/dw/article/0,,16272967,00.html

** Ver:

http://www.guardian.co.uk/world/2012/sep/30/saakashvili-georgia-rose-revolution-elections

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Thiago Babo - Colaborador Voluntário

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.

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