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Em discurso na ONU, Dilma busca restaurar idéia sobre liderança brasileira no sistema internacional

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Mantendo a tradição de que a abertura da “Assembléia Geral da ONU” cabe ao Brasil, a presidente Dilma Rousseff discursou nas “Nações Unidas” e aproveitou a oportunidade para deixar implícita a manutenção da postura brasileira construída ao longo dos últimos 17 anos de dar ao Brasil um lugar de condutor do processo histórico, participando da coordenação do “sistema internacional”.

 

Em seu pronunciamento, Dilma destacou os alertas que estão sendo dados por intelectuais, analistas e autoridades mundiais para a crise econômica internacional que se avizinha, a qual poderá se transformar numa “grave ruptura política e social”*, destacando a necessidade de uma  postura de união por parte das Estados, algo que exigirá uma participação mais ativas dos países em desenvolvimento e, implicitamente, ficou para todos que o Brasil poderá cumprir seu papel neste processo histórico.

Nas palavras da Presidente, se há uma crise, também há uma “grande oportunidade histórica”*. Deste momento, destacou em discurso intenso: “Ou nos unimos todos e saímos vencedores ou saímos todos derrotados”*, pedindo “soluções coletivas”* e “uma nova cooperação”*.

Lembrou sua participação especial ao ressaltar ser a primeira mulher a abrir a “Assembléia Geral da ONU”, convertendo a lembrança num chamado pela Democracia: “É pela primeira vez na história das Nações Unidas que uma voz feminina inaugura o debate geral, é a voz da democracia e da igualdade”*.

Analistas apontam que a idéia de reforçar o desejo de liderança do Brasil se destacou com o posicionamento do país como favorável à solicitação da “Autoridade Palestina” de que o “Estado Palestino” se converta em membro efetivo da ONU.

Este é o ponto mais polêmico do discurso e traria para o Brasil o ônus de explicar e se envolver numa situação de instabilidade internacional que pode ser gerada na região do Oriente Médio, não fosse o fato de a solicitação estar sendo apoiada por aproximadamente 122 membros da ONU, segundo dados divulgados pela mídia internacional. Lembrando ainda que  são necessários 129 votos favoráveis para a aprovação.

Por essa razão os observadores destacam que o teor da manifestação se refere ao Brasil se posicionar ao lado dos subdesenvolvidos e em desenvolvimento, reivindicando maior cooperação e tomadas de decisão mais negociadas no cenário internacional, o que representa um combate ao unilateralismo das decisões em política externa.

Ou seja, usou de discurso periférico para tentar restaurar a idéia de que o Brasil pode ser o líder do “Hemisfério Sul”, sentimento de concordância construído na “Comunidade Internacional” ao longo dos últimos três anos e perdido por erros e contradições da política externa brasileira no mesmo período, que foram apontadas por analistas e pela mídia internacional ao longo do ano de 2010, ao ponto de ter havido uma queda significativa na identificação da liderança do Brasil entre os emergentes e perda de credibilidade.

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* Fonte de todas as citações:

http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jWg8bg3XDb8sJ7AY3CPA2ZVr3giQ?docId=CNG.6638c07daf140a1d79b30b7059da4274.441

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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