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[:pt]Em eleição acirrada, Partido Conservador vence as eleições parlamentares na Macedônia[:]

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Consideradas como o meio de solucionar a crise política no país, embora tenham sido postergadas por duas vezes, as Eleições Parlamentares na Macedônia foram realizadas no último dia 11 de dezembro (2016). Após uma acirrada apuração, o partido VMRO-DPMNE, do antigo Primeiro-Ministro, venceu o pleito, mas dois partidos acabaram celebrando a vitória, devido a difícil verificação dos votos e às denúncias de irregularidades.

O resultado da Eleição Geral da Macedônia permanece em um impasse, pois mesmo que pelos resultados o VMRO-DPMNE tenha ganho mais votos que a oposição socialdemocrata, o SDSM, não está claro se isso vai se traduzir em mais assentos no Parlamento.

O principal monitor de eleições domésticas, o MOST, uma ONG, também se recusou a dar qualquer projeção sobre qual campo obteve mais assentos. “Devido aos resultados estreitos e à alta margem de erro, não nos atrevemos a dar projeções…”, afirmou o chefe da Organização não Governamental, Darko Aleksov, na conferência de imprensa de encerramento das atividades do MOST. Após a contagem de 99,72% dos votos, o partido VMRO-DPMNE obteve 452.709 eleitores favoráveis, ou 38,06%, enquanto o SDSM ganhou 436.469, ou 36,69%. No entanto, deve-se levar em consideração que a Macedônia não contém uma única unidade eleitoral. Os assentos são distribuídos entre seis unidades, cada qual contribuindo com 20 membros, para o Parlamento de 120 lugares.

O observador do Parlamento Europeu na eleição da Macedônia, Igor Soltes, endereçou seu pronunciamento ao povo macedônico, em nome da Instituição europeia: “Estamos muito satisfeitos por estar aqui para observar estas importantes eleições parlamentares. As pessoas deste país querem, e merecem plenamente o fim do longo período de crise política e o início de uma nova fase de reformas, de responsabilização, de transparência e de estabilidade e prosperidade há muito aguardadas (…). Esperamos que o novo governo faça novos esforços para melhorar a cooperação regional e construir boas relações de vizinhança (…)”.

Os líderes do Governo interino que havia sido formado pelos principais partidos (Nikola Gruevski, líder do VMRO; Zoran Zaev, do Partido Social Democrata; Ali Ahmeti, da União Democrática para a Integração; e Menduh Thaci, do Partido Democrático dos Albaneses) culminaram em um acordo em agosto, decidindo a data do Sufrágio para este último final de semana.

O mais recente caso de crise política foi iniciado no ano de 2015, quando o então Primeiro-Ministro, Nikola Gruevski, acabou sendo pego em um escândalo de grampos telefônicos. As evidências sugerem que conversas foram gravadas com o auxílio dos serviços de inteligência nacionais, beneficiando Gruevski (do partido VMRO-DPMNE) e seus aliados políticos, totalizando cerca de vinte mil pessoas grampeadas – incluindo políticos, jornalistas e líderes religiosos.

Em meio aos processos de delações e averiguação do caso, protestos irromperam na capital Skopjie e em diferentes cidades do país – muitos deles capitaneados por membros oposicionistas, como Zoran Zaev (sendo um dos principais delatores do caso). Quando alguns desses protestos se tornaram violentos, uma Comissão liderada pela União Europeia (UE) interveio para a primeira tentativa de mediação da crise. O resultado dessas mediações culminou nos Acordos de Pržino, assinados em julho de 2015. A principal disposição se deu em um arranjo de novas Eleições Parlamentares, inicialmente marcadas para o mês de junho de 2016. Em paralelo, a UE instituiu a nomeação de um Procurador Especial para a investigação das evidências nos casos dos grampos telefônicos.

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ImagemThe Main Chamber” / “A Câmara Principal” – Tradução Livre (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Assembly_of_the_Republic_of_Macedonia#/media/File:Macedonian_parliament_interior.jpg

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Matheus Felten Fröhlich - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Sociais pela PUC-RS. Bacharel em Relações Internacionais (2014), pelo Centro Universitário Univates de Lajeado - RS, realizou estudos em Segurança Internacional na Högskolan i Halmstad em Halmstad, Suécia (2013). Áreas de interesse em pesquisa são em Política Internacional, Segurança Internacional, Península Balcânica e etnias nas Relações Internacionais.'

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