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[:pt]Em Referendo, população rejeita Acordo de Paz na Colômbia[:]

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Ainda não foi dessa vez que a Colômbia pôde comemorar a pacificação do país, uma vez que sua população recusou o Acordo de Paz entre o Governo colombiano e as Farc. A comunidade internacional está refletindo sobre o resultado da consulta popular, realizada no último domingo, dia 2 de outubro, dia em que também ocorreram as eleições municipais brasileiras. Com 99,95% dos votos apurados, 50,21% dos colombianos votaram “não” para os termos do Acordo, tendo o “sim” recebido apenas 49,78%.

O Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, esperava um resultado diferente mas declarou estar “confortado pelo compromisso expressado pelo presidente Juan Manuel Santos e por Timoleón Jiménez”. Já o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, através do Departamento do Estado, declarou que apoia a proposta do presidente Santos para a unidade de esforços em apoio a um diálogo amplo, como o próximo passo para alcançar uma paz justa e duradoura. Os governos brasileiro e argentino manifestaram que torcem para que a Colômbia e toda a região busquem a paz e que continuam acreditando nas negociações.

Vale ressaltar que houve abstenção de 62,6%, a maior dos últimos 22 anos nas eleições colombianas. Muitos são os fatores que levaram a população colombiana a não comparecer às urnas, entre elas o mau tempo no dia da eleição, tendo algumas regiões sofrido interferência do Furação Matthew, a rapidez da convocação para a consulta e, conforme apontaram analistas colombianos, a apatia do cidadão colombiano com os acontecimentos políticos do seu país.

Independentemente disso, o mundo se pergunta sobre a decisão tomada no dia 2. Ocorre que, como uma possível tradução do resultado, pode-se inferir que os colombianos não querem a paz a qualquer custo, já que, na consulta, a população teria que aprovar vários pontos com os quais não concorda. Dentre eles, pode-se citar: a capacidade que seria dada as FARC, com o recebimento de assentos na Câmara e no Senado; e o “perdão” aos guerrilheiros, sem que eles indenizem as famílias. Além disso, a população tem consciência de que esse Acordo não irá resolver os males do país.

Entretanto, nem tudo está perdido, apesar de a Colômbia estar mergulhada em um mar de incertezas. Ambas as partes envolvidas na negociação se comprometeram com a permanência do cessar-fogo. O presidente Juan Manuel Santos reconheceu a vitória do “não” e declarou: “abre-se uma nova realidade política, que é uma oportunidade para o país”. Rodrigo Londoño, o “Timochenko”, líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, também afirmou que “as Farc mantêm sua vontade de paz e reiteram sua disposição de usar somente a palavra como arma para a construção de um futuro”.
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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/For%C3%A7as_Armadas_Revolucion%C3%A1rias_da_Col%C3%B4mbia

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Jamile Calheiros - Colaboradora Voluntária

Bacharel em Relações Internacionais e Direito, com especializações em Direito Público Municipal e em Política e Estratégia. Aluna especial no Mestrado Acadêmico em Administração pela UFBa. Possui experiência na área jurídica adquirida em estágios em escritórios de advocacia, Petrobrás, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Tem experiência internacional, em Dublin – Irlanda. Diretora Institucional da BBOSS. Voluntária [email protected] - Project Management Institute – Capítulo Bahia, Diretoria de Alianças e parcerias desde Agosto de 2015.

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