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Faltando três dias para o pleito do “segundo turno” das “eleições presidenciais” peruanas (domingo, 5 de junho), as últimas pesquisas indicam empate técnico entre os dois candidatos, Keiko Fujimori (“Força 2011”) e Ollanta Humala (“Ganha Peru”), com pequena vantagem para Keiko em duas delas e para Humala numa terceira.

 

As pesquisas revelam, contudo, que Humala vem recuperando espaço e crescendo, trazendo a expectativa de que possa continuar esta recuperação na reta final, embora não haja como afirmar que ela seguirá até o dia 5 de junho.

Os dois candidatos disputam ponto a ponto a preferência do eleitorado, sabendo que existe um significativo grupo de indecisos, oscilando entre 7% e 10%, segundo as informações dos institutos.

O mercado reagiu mal às informações de que Humala vem recuperando terreno, apesar de ainda encontrar-se atrás de Keiko. Ontem, terça-feira, dia 31 de maio, a “Bolsa de Valores de Lima” caiu 5,17%.

Analistas afirmam que os principais setores econômicos e os investidores preferem que seja mantido o modelo econômico adotado pelo atual presidente, Alan Garcia, e  acreditam que com uma vitória do candidato da coligação “Ganha Peru” haverá uma mudança radical, já que Humala mudou seu plano de governo quatro vezes, adaptando-o para responder à oscilação do eleitorado. Algo que foi destacado pela candidata Keiko Fujimori no último debate ocorrido entre os dois, com momentos de grande tensão gerados por acusações mutuas.

Segundo interpretam os observadores, o esquerdista está usando de estratégia eleitoral para atrair a classe média e acalmar o empresariado, mas acabará mudando o rumo macroeconômico do país, com maior intervenção do Estado, adoção de políticas assistencialistas, aumento dos gastos públicos e pouco incentivo à iniciativa privada.

O principal problema neste segundo turno reside no fato de os dois candidatos sofrerem resistências: Humala por razões de modelo econômico e Keiko devido às questões políticas e sociais, especificamente referentes aos problemas de direitos humanos, uma vez que seus opositores identificam-na como autoritária e herdeira dos crimes pelos quais foi condenado seu pai, Alberto Fujimori (ex-presidente do país – 1990/200, condenado por crimes contra os Direitos Humanos).

Os analistas não querem arriscar o resultado, pois não conseguem equacionar como se comportará o segmento de indecisos e prever o grau de abstenção na eleição. Apesar disso, devido ao temor dos principais formadores de opinião, do empresariado e dos investidores estrangeiros, acredita-se que a razão econômica poderá triunfar sobre as reivindicações dos Direitos Humanos. Para confirmar que este elemento pode ser determinante, os meios de informação estão destacando que o país deixou de receber  um montante de aproximadamente 3 bilhões de dólares em investimento desde o resultado favorável a Humala, no primeiro turno eleitoral.

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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