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Encontro de Xi Jinping e Shinzo Abe na “Cúpula de G20”

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Fora das discussões sobre questões econômicas, financeiras e monetárias mundiais e sobre o ataque militar à Síria, o encontro inesperado entre o presidente da China, Xi Jinping,  e o Primeiro-Ministro do Japão, Shinzo Abe, foi de igual maneira um assunto de destaque emSão Petersburgo”, na Rússia, nos dias 5 e 6 de setembro. A importância deste gesto prende-se ao fato da atual crise diplomática entre os dos dois países e porque estes líderes nunca tinham se encontrado anteriormente depois de chegarem ao poder, em dezembro de 2012 (Abe) e março de 2013 (Xi).

A reunião entre ambas as lideranças aconteceu antes da “Primeira Sessão” da “Cimeira do G20”, no dia 5 de setembro, e durou aproximadamente cinco minutos. De acordo com a imprensa, Abe teria expressado o seu desejo de os dois países vizinhos retornarem ao ponto inicial de relacionamento estratégico e de benefício mútuo[1]. Por sua vez, o Presidente chinês salientou que as relações bilaterais “estão enfrentando dificuldades graves não desejáveis[2], bem como que também é receptivo às relações de benefício mútuo, mas  destacou que o Japão deve tratar da disputa territorial e das questões históricas “em consonância com o espírito de enfrentar a história e olhar para o futuro[2].    

Entretanto, uma semana antes da realização da reunião doGrupo dos 20”, oVice Ministro dos Negócios Estrangeiros da China”, Li Baodong, dissera que, em face do prevalecente impasse sobre as Ilhas Diaoyu/Senkaku entre os dois países, um encontro entre os líderes da China e do Japão no decurso da Cimeira não tinha razão de acontecer porque o líder japonês não era sincero[3].

Não verdade, desde que Shinzo Abe se tornou chefe de governo do Japão nos finais de 2012 a China tem invariavelmente caracterizado a postura de Abe de contraditória. por exemplo, a imprensa destaca que de um lado Abe chama a China para o diálogo, mas, por outro,  o seu governo não pára de fazer comentários e atos provocadores[4].  

Através de declarações públicas de desejo de aproximação ou por meio de emissários enviados a Pequim, o atual “Primeiro-Ministro do Japão” parece estar a demonstrar um interesse para a normalização das relações com a China, país que pode contribuir para o sucesso da sua política econômica. Mas, as vezes, atos ou discursos ultranacionalistas de evocação da glória do passado do país feito por ele ou por alguns governantes próximos ao Primeiro-Ministro tornam a reconciliação com a China bastante difícil.

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Imagem (Fonte):

http://news.yahoo.com/japan-pm-abe-shakes-hands-chinas-xi-g20-165640591.html

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.abc.net.au/news/2013-09-06/an-china-japan/4941290

[2] Ver:

http://www.bbc.co.uk/news/world-asia-23983197

[3] Ver:

http://www.chinadaily.com.cn/cndy/2013-08/28/content_16925222.htm

[4] Ver:

http://www.chinadaily.com.cn/china/2013xivisitcenterasia/2013-09/05/content_16947523.htm

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Jorge Nijal (Moçambique) - Colaborador Voluntário

De Nacionalidade Moçambicana, é mestrando em História do Mundo no Instituto de Estudos Africanos da Universidade Normal de Zhejiang, na China. Graduado em História pela Universidade Eduardo Mondlane em Maputo (2007). Possui experiência na docência de disciplinas de História Geral e da África Austral. Interesses: História de Moçambique, relações China-Moçambique, política externa chinesa no nordeste e sudeste da Ásia, relações China-África, cultura cibernética popular na China. Fala Português, Inglês, Francês e conhecimento razoável de chinês.

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