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Entre os dias 16 e 18 de março deste ano (2017), ocorreu o encontro da Cúpula Global Africana de Desenvolvimento Econômico (AGED, na sigla em inglês), que tinha por objetivo reunir delegações africanas e empresários estadunidenses na Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos da América (EUA). O encontro visa fomentar o comércio internacional, o intercâmbio cultural e promover os investimentos com os 54 países do continente africano.

Organizações políticas e sociais, empresas e grupos de investimento, associações culturais e artísticas, comércio, educação e turismo fazem parte das delegações que compõem a Cúpula. Esse evento acontece anualmente e, conforme destacado, objetiva promover o incremento das relações EUA-África. Assim, as delegações africanas apresentam projetos que necessitam de apoio técnico ou investimento.

O encontro deste ano tinha como tema Energia Limpa, Mudanças Climáticas e Redução da Pobreza. A organização destaca a importância do fomento e investimentos no setor de energia limpa, como eólica e solar, e também de gás natural. A agenda pauta-se na necessidade de mudanças da matriz energética, pois, segundo os organizadores, nenhum outro continente será atingido tão severamente quanto o africano. Assim, as mudanças climáticas globais colocam em risco o desenvolvimento humano e a existência de ecossistemas, da biodiversidade e da população.

No entanto, a reunião ocorreu sem a presença de grande parte das delegações africanas. De acordo com Mary Flowers, uma das organizadoras, conforme destaca o The Guardian, cerca de 100 pessoas foram impedidas de entrar nos Estados Unidos, pois tiveram seus vistos negados. Entre elas estavam participantes de países como África do Sul, Angola, Nigéria, Camarões, Etiópia, Gana e Serra Leoa. Essa não é a primeira vez que membros das delegações africanas tem seus vistos negados, entretanto, como ainda ressalta Flowers, nos últimos três anos a média de vistos negados era de 40%. Para a representante do evento, tal situação reflete a discriminação com as nações africanas, pois as pessoas rejeitadas possuem negócios e vínculos legítimos.

Alguns analistas assinalam que a medida está relacionada à política anti-imigração promovida por Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, que tem estabelecido impedimentos a imigrantes, particularmente aos oriundos de países mulçumanos. Os últimos dados divulgados pelo Departamento de Estado dos EUA, sobre vistos negados referem-se ao período de 2016, desse modo ainda não se pode comparar se houve um aumento dos impedimentos à entrada de estrangeiros. Quanto aos vistos negados aos participantes da Cúpula EUA-África, o Departamento de Estado não emitiu nenhum comunicado oficial.

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Imagem 1 Imagem de satélite do continente africano” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81frica#/media/File:Africa_satellite_orthographic.jpg

Imagem 2 African global Economic &Development summit 2017” (Fonte):

http://www.agedsummit.com/

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Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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