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Equador: após rompimento com Moreno, Rafael Correa e aliados criam grupo opositor ao governo

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No último dia 23 de fevereiro, seguidores do ex-presidente Rafael Correa, do Equador, decidiram criar um grupo político de oposição ao governo, que se chamará Movimiento de la Revolución Alfarista.

A decisão foi tomada após o rompimento do ex-mandatário com o atual presidente Lenín Moreno e uma disputa pela direção do Alianza País, que resultou na saída de Correa e aliados do partido. Os correistas alegam que o governo de Moreno é “contrarrevolucionário e liberal” e não mais se coaduna com os ideais do grupo liderado por Correa, que eles defendem como sendo democráticos, inclusivos e revolucionários.

Logo do partido Alianza País

Fundado em 2006, por Rafael Correa, o Alianza País é um partido socialista que em 2011 congregava em torno de 1,5 milhão de afiliados, e pelo qual Correa se elegeu sucessivamente Presidente do Equador, em 2007, 2009 e 2013.  Nas eleições de 2017 o partido indicou Lenin Moreno como candidato, que fora vice-presidente de Correa no período 2007-2013.

Ele tomou posse como Presidente em 24 de maio de 2017, e a relação com Correa começou a se deteriorar a partir da abertura de diálogo com setores que eram antes antagonizados pelo seu antecessor. Poucos meses depois, o vice-presidente Jorge Glas, aliado de Correa e também seu vice de 2013 a 2017, foi afastado e preso preventivamente, em razão de acusação de crime de corrupção passiva, envolvendo a empresa brasileira Odebrecht e, por fim, condenado a 6 anos de prisão.

Rafael Correa, que estava na Bélgica desde que deixou a Presidência, voltou ao Equador, em novembro do ano passado (2017), para participar de uma convenção do Alianza País e, na ocasião, declarou seu desejo de expulsar Moreno do partido. Em entrevista concedida, em janeiro último, ao periódico Página 12,  da Argentina, o ex-Mandatário acusa Moreno e seu grupo de terem se aliado à direita e traído seus antigos companheiros, e questiona inclusive a prisão de Glas.

A mais recente querela entre o ex-Presidente e o atual Presidente se deu em 5 de fevereiro, quando foi feita uma consulta popular, composta de 7 perguntas que promoviam mudanças no legado deixado por Correa.  Os correistas fizeram campanha pelo não, mas ao final venceu o sim, inclusive para o fim da reeleição indefinida que permitiria uma nova candidatura de Rafael Correa.

Ele e seus seguidores trabalham agora com a perspectiva de recolher 175 mil assinaturas, como requer a legislação, para requerer o registro do partido político que pretende fazer oposição ao governo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Assembleia de criação do Movimiento de la Revolución Alfarista” (Fonte):

https://pbs.twimg.com/media/DWvjamKX0AUnpLy.jpg:large

Imagem 2 Logo do partido Alianza País” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Alianza_Pa%C3%ADs#/media/File:Alianza_PAIS_02.svg

                                                                             

A.C. Ferreira - Colaborador Voluntário

Mestre e especialista em relações internacionais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialista em Política e Estratégia pelo programa da ESG (UNEB, ADESG/BA), bacharel em Administração pela Universidade Católica do Salvador (UCSal). Consultor e palestrante de Comércio Exterior.

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