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Equador e Honduras disputam a Presidência da Assembleia Geral da ONU

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No último dia 4 de maio (2018), Equador e Honduras defenderam na ONU suas candidaturas à Presidência da Assembleia Geral do órgão, para a 73ª Sessão que corresponde ao período 2018-2019.

Embaixadora Mary Elizabeth Flores na ONU

María Fernanda Espinosa (Equador) e Mary Elizabeth Flores (Honduras) foram ouvidas e inquiridas, por mais de duas horas, perante os membros que votarão na eleição marcada para ocorrer no próximo dia 5 de junho. A chanceler Espinosa, candidata equatoriana, prometeu trabalhar pela paz, com base no diálogo e na busca de consensos. Flores, que é Embaixadora de Honduras na ONU, também mencionou a busca da paz, com respeito à diversidade e priorizou as crianças e sua importância para a estratégia de desenvolvimento das Nações Unidas.

A Assembleia Geral da ONU (AGNU) é um dos seis órgãos principais da organização multilateral, onde se discute os temas que dizem respeito a todos os habitantes do mundo e é o único onde cada um dos 193 países-membros tem direito a voto. A primeira Sessão foi realizada em 1946 e presidida por Paul-Henri Spaak, da Bélgica. Desde então, foram realizadas 72 sessões ordinárias, presididas por representantes de diversos países dos cinco continentes, sendo que a atual Sessão está sob a batuta de Miroslav Lajčák, da Eslováquia.

A América Latina fora selecionada para presidir a AGNU na Sessão vindoura e, segundo o jornal El Heraldo, a candidatura de Honduras vem sendo construída há cerca de seis anos e obteve apoio de diversos países da região, inclusive, Brasil e Colômbia  teriam assumido publicamente a decisão de votar no país centro-americano. 

Chanceler Maria Espinosa na ONU

Em fevereiro deste ano (2018), para surpresa de alguns, o Equador  apresentou sua candidata, sob alegação de que não houve consenso entre os países latino-americanos em torno da candidatura hondurenha e que, dessa forma, os votantes, que são todos os países-membros, precisavam ter uma alternativa.

A decisão desagradou ao Governo de Honduras que solicitou ao Governo do Equador que retirasse sua candidatura, argumentando que houve quebra de um acordo de cavalheiros celebrado em 2015. O Equador  respondeu que iria manter sua posição, atitude que, além do mal-estar diplomático, gerou a necessidade da realização da sessão para apreciação das apresentações das concorrentes. 

Honduras nunca presidiu a Assembleia Geral da ONU, o Equador já esteve à frente da 28ª Sessão Ordinária (1973) e da 6ª Sessão Especial (1974). A 73ª Sessão da AGNU tem seu início marcado para o dia 18 de setembro de 2018 e, qualquer que seja a decisão dos 193 votantes, em junho, a única certeza é que o órgão terá uma mulher como Presidente, pela quarta vez, e uma latino-americana, pela primeira vez.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Plenário da Assembleia Geral da ONU” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Assembleia_Geral_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Unidas#/media/File:UN_General_Assembly_(panoramic).jpg

Imagem 2 Embaixadora Mary Elizabeth Flores na ONU” (Fonte):

https://www.unmultimedia.org/photo/detail.jsp?id=550/550365&key=4&query=Mary%20elizabeth%20flores&lang=&sf=

Imagem 3 Chanceler Maria Espinosa na ONU” (Fonte):

https://www.unmultimedia.org/photo/detail.jsp?id=760/760291&key=1&query=espinosa&lang=&sf=date

A.C. Ferreira - Colaborador Voluntário

Mestre e especialista em relações internacionais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialista em Política e Estratégia pelo programa da ESG (UNEB, ADESG/BA), bacharel em Administração pela Universidade Católica do Salvador (UCSal). Consultor e palestrante de Comércio Exterior.

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