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Equipe de jornal equatoriano assassinada na Colômbia

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O Governo do Equador confirmou, no dia 13 de abril, o assassinato em solo colombiano de uma equipe de profissionais do diário equatoriano El Comércio, cometido por um grupo dissidente das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC).

O presidente Lenín Moreno, da República do Equador, estava participando da VIII Cúpula das Américas, em Lima no Peru, e regressou antecipadamente ao seu país, em razão da presumida confirmação de assassinato do repórter Javier Ortega, do fotógrafo Paúl Ruiz e do motorista Efraín Segarra, sequestrados em 26 de março na região norte do Equador, na fronteira com a Colômbia, onde faziam reportagem sobre as condições de vida da população local em meio à violência.

Capa da edição online do El Comércio com o laço negro” (Fonte – PrintScreen feito pelo autor)

O atentado é atribuído a um grupo dissidente das FARC, denominado Frente Óliver Sinisterra, que atua na região fronteiriça da Colômbia com o Equador, sob o comando de Wilson Aristala, mais conhecido como Guacho. As FARC atuaram como grupo armado por mais de 50 anos, tendo se desmobilizado em 2016 e parte da sua formação se converteu, no ano seguinte, em partido político que manteve a sigla FARC, mas alterou o significado para Fuerza Alternativa Revolucionaria del Común.

O crime teve repercussão mundial e diversos jornais e instituições lamentaram o episódio. A Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), que realizava sua Reunião de Meio do Ano em Medellín, na Colômbia, divulgou uma declaração de repúdio ao assassinato, expressando solidariedade às famílias e exigindo providências por parte das autoridades. A Fundación Libertad de Prensa (FLIP) da Colômbia divulgou uma nota cobrando enfaticamente ações dos dois governos. O Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, manifestou o apoio ao seu par equatoriano e ambos os governos deram início a ações conjuntas visando a captura dos autores do crime.

Segundo o El Comércio, o governo equatoriano esteve envolvido nas negociações desde o início do sequestro, em final de março. No dia 2 de abril, o canal colombiano Notícias RCN divulgou um vídeo no qual os três equatorianos apareciam juntos acorrentados e transmitiam ao presidente Moreno o recado dos seus sequestradores, cujas exigências eram a libertação de três detentos e a anulação do convênio mantido com a Colômbia para eliminar o terrorismo. Em 12 de abril, Lenín Moreno deu um prazo de 12 horas para que os sequestradores apresentassem prova de vida das vítimas. No dia seguinte, o Executivo confirmou o assassinato ante o não cumprimento do prazo e a recepção de três fotos que pareciam ser dos corpos dos sequestrados.

O Governo da Colômbia admite que os corpos devem estar naquele país, embora ainda não tinham sido encontrados, e a Cruz Vermelha Internacional tenha aceitado a incumbência de buscar localizá-los e recuperá-los.

A edição online do El Comercio tem sido veiculada com o nome em preto e um laço de luto na mesma cor. Forças militares do Equador e Colômbia mantém operações conjuntas na fronteira comum em busca dos assassinos e o mandatário equatoriano deu um prazo de 10 dias, a partir de 16 de abril,  a Guacho, líder do grupo de sequestradores, para que se entregue à Justiça.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Fotos dos 3 profissionais do El Comércio Comunidade Nos Faltan 3 Facebook” (Fonte):

https://scontent-mia3-2.xx.fbcdn.net/v/t1.0-9/29792566_206656886774530_1935239704400101376_n.jpg?_nc_cat=0&oh=95dfcf9255e6653195d92b8911efea8d&oe=5B50A32F

Imagem 2 Capa da edição online do El Comércio com o laço negro” (Fonte – PrintScreen feito pelo autor):

http://www.elcomercio.com

A.C. Ferreira - Colaborador Voluntário

Mestre e especialista em relações internacionais pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), especialista em Política e Estratégia pelo programa da ESG (UNEB, ADESG/BA), bacharel em Administração pela Universidade Católica do Salvador (UCSal). Consultor e palestrante de Comércio Exterior.

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