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A escalada da violência no Afeganistão

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A violência no Afeganistão tem se intensificado durante o ano de 2017. Recentemente, podem ser elencados o ataque suicida à cidade de Herat, no dia 2 de agosto de 2017, que deixou dezenas de mortos e feridos após uma explosão em uma Mesquita xiita; e a ofensiva realizada por homens armados na província de Sar-e Pul (segunda-feira, 7 de agosto de 2017), que deixou pelo menos 40 vítimas, incluindo mulheres e crianças.

Combatentes do Talibã na Cidade de Herat

A situação atinge até as forças militares estrangeiras da Organização do Tratado do Atlântico do Norte (OTAN) que ainda ocupam o país. Também recentemente um de seus comboios foi alvo de ataques suicidas, operação que resultou na morte de dois soldados norte-americanos. A atual missão da organização no Afeganistão não é orientada ao combate, pois os mais de 13 mil militares da OTAN e os 8 mil combatentes dos EUA visam prover treinamento e assessorar as forças e instituições de segurança afegãs. O objetivo é assegurar a estabilidade do país para viabilizar sua reconstrução.

De acordo com oficiais afegãos, essas recentes ações terroristas apontam para uma aproximação das atividades do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (também conhecido como ISIL, ou ISIS) com o Talibã. Se confirmadas, as informações do Governo do Afeganistão desvendam um cenário inusitado. Por muito tempo, ISIL e Talibã disputavam território na região, porém, conforme foi afirmado por Zabihullah Amani, porta-voz de uma das províncias que sofreram ataques, eles teriam sido operações conjuntas que contaram com recrutamento realizado em outras províncias afegãs. Entretanto, o Talibã assegura que todas as ações são de sua autoria exclusiva e ainda que não houve mortes de civis em seus ataques.

De acordo com informações da Organização das Nações Unidas (ONU), somente na primeira metade do ano de 2017, 1.662 civis já morreram e 3.581 ficaram feridos no país. A Missão de Supervisão dos EUA para reconstrução do Afeganistão (SIGAR) afirma que 60% do território afegão está sob o controle de forças nacionais, entretanto, o Talibã e outros grupos armados ainda ocupam os demais 40%.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira da República Islâmica do Afeganistão” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Afeganistão#/media/File:Flag_of_Afghanistan.svg

Imagem 2 Combatentes do Talibã na Cidade de Herat” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Taliban-herat-2001_ArM.jpg

Gabriel Mota - Colaborador Voluntário

Gabriel Mota Silveira é formado em Relações Internacionais. É mestrando do programa de pós-graduação em Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PPGRI/PUC-MG), com linha de pesquisa em Insituições, Conflitos e Negociações Internacionais. É pós-graduado em Relações Governamentais e Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), e discente associado ao Centro Brasileiro de Estudos Constitucionais do Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento (CBEC-ICPD). Entusiasta do estudo do Terrorismo Transnacional e Insituições Internacionais. Já prestou serviço ao Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, trabalhou na Embaixada do Reino Unido em Brasília e no Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Atua hoje junto à Assessoria de Relações Internacionais da Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais.

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