LOADING

Type to search

Share

A pesquisa realizada pela Walk Free Foundation, nominada 2014 Global Slavery Index (2014 Índice de Escravidão Global), relata que aproximadamente 3,6 % da população de 35,8 milhões de pessoas nas Américas vivem alguma forma de “escravidão moderna[1].

De acordo com o Índice, o México foi identificado como o país da região com a maior porcentagem da sua população em condições similares a escravidão, ao redor de 260.000 pessoas. Em segundo lugar, está o Haiti com 237.700 pessoas subordinadas a algum tipo de escravidão moderna[1].

O site InSight Crime avalia que o crime organizado possui um papel muito importante nestes números, incluindo principalmente crianças e migrantes[2]. No México, por exemplo, cartéis usam crianças para atividades ilícitas como tráfico de drogas e assassinatos[2]. Outras atividades incluem utilizar crianças como guias para migrantes através das fronteiras dos Estados Unidos[1]. Com relação aos migrantes sem documentos, grupos criminosos os escravizam em campos de trabalho forçado, onde são obrigados a cometer homicídios, processar drogas e trabalhar como escravos sexuais[2].

No caso do Haiti, o InSight Crime salienta que a pratica comum no país se chama restavek, onde crianças originárias de famílias de baixa renda são enviadas para viver e trabalhar como empregados domésticos[2]. Neste sistema, crianças estudam e recebem um quarto para viver em troca de realizar serviços como cozinhar, limpeza e recolher água. Na maioria dos casos, estas crianças também são exploradas e abusadas verbalmente, fisicamente e sexualmente[2].

O relatório da Walk Free Foundation aponta ainda que no Haiti crianças também estão muito vulneráveis ao tráfico humano para a República Dominicana, com o fim de realizar trabalho doméstico, exploração infantil ou prostituição forçada[1].

Ainda que em diversos países autoridades estejam criando polícias especiais para o combate à escravidão, especialistas salientam que sem fortes legislações protegendo os mais vulneráveis e sem um invasivo combate a grupos criminosos, tais ações policiais especializadas não serão suficientes para impactar centenas de milhares de pessoas que vivem em situações similares à escravidão[2].

—————————————————————————

Imagem (Fonte):

http://www.insightcrime.org/news-analysis/mexico-haiti-have-highest-numbers-of-modern-slaves-in-americas

—————————————————————————

Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://d3mj66ag90b5fy.cloudfront.net/wp-content/uploads/2014/11/Global_Slavery_Index_2014_final_lowres.pdf

[2] Ver:

http://www.insightcrime.org/news-analysis/mexico-haiti-have-highest-numbers-of-modern-slaves-in-americas

Laura Elise Messinger - Colaboradora Voluntária Júnior 1

Mestre em Relações Internacionais- IHEID (Genebra, Suíça) e Mestre em Estudos Avançados de Organizações Internacionais- UZH (Zurique, Suíça). Bacharel em Relações Internacionais -Unilasalle (Canoas, RS), intercâmbio na UNICAH (Tegucigalpa, Honduras). Especialidades: direitos humanos, direito internacional humanitário, segurança e paz, democratização e América Central. Experiências profissionais: ONU (DPA- MSU), BID (segurança cidadã) e ONG Geneva Call – Suíça.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.