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Espanha anuncia novas medidas de austeridade e aumenta a tensão política no país

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O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, anunciou ontem, 11 de julho, novas medidas de austeridade, que incluem uma reforma da administração e um aumento dos impostos. Analistas espanhóis indicam que as medidas representam o maior ajuste da democracia espanhola e mudará radicalmente o cenário econômico e administrativo do país nos próximos anos.

A principal medida anunciada por Rajoy será o aumento do imposto IVA (“Imposto sobre o Valor Acrescentado”, que incide sobre o preço de venda da maioria dos produtos), que passará de 18% a 21%.  A medida era rejeitada pelo Governo, mas foi exigida pela “Comissão Europeia” e pelo “Fundo Monetário Internacional” (FMI). Rajoy também anunciou uma “reforma da administração” que deve permitir uma economia de € 3,5 bilhões. A reforma prevê a redução do número de empresas públicas e uma diminuição de 30% do número de vereadores.

 

A Espanha, que detém a maior taxa de desemprego na “Zona do Euro” (25,3%), vivenciou dois anos de recessão entre 2009 e 2010, teve uma recuperação modesta em 2011 (alta de 0,7% do PIB) e deve enfrentar uma nova recessão neste ano e no próximo. Segundo a “Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico” (OCDE), o país terá contração de 1,6% em 2012 e previsão de 0,8% para 2013.

O novo pacote de medidas de ajustes exigido por Bruxelas representa, incluindo novos cortes e arrecadação, € 65 bilhões (US$ 81,25 bilhões) até o fim de 2014, segundo anunciou Rajoy, durante sessão no Parlamento, em Madri.

O Primeiro-Ministro mencionou também um dos mais graves problemas da economia espanhola, o desemprego, ressaltando que 5,7 milhões de pessoas saem todas as manhãs de suas casas para procurar trabalho e não encontram. O Premiê acrescentou que na situação atual, crescer e criar empregos não é possível, pois o país está atravessando a segunda recessão mais grave de sua história.

Nesse sentido, anunciou que os novos desempregados verão reduzido o valor de seu auxílio a partir do sexto mês, embora seja mantido o período máximo de 24 meses de duração desta ajuda.

REAÇÕES

Logo após o anúncio das novas medidas, a “Comissão Europeia” elogiou a iniciativa espanhola e ressaltou que a reforma é um passo importante para garantir o cumprimento do objetivo de déficit deste ano, que é de 6,3% do PIB.

Por outro lado, os espanhóis não receberam a notícia como a “Comissão Europeia”. Centenas de funcionários da administração central e municipal de Madri protestaram ontem, 11 de julho, em frente ao “Congresso dos Deputados” proclamando: “Tú que estás mirando, también te están robando!”*.

Neste tenso cenário, a população contesta acerca do por que de tantas medidas de austeridade e iniciativas que impactam diretamente na qualidade de vida dos cidadãos e, por outro lado, o governo se esforça tanto para um resgate bilionário para os Bancos que são negócios privados. No entanto, os Bancos são parte integrante essencial do sistema circulatório da economia, que é o Crédito. Sem Crédito, o consumo e a produção entram em colapso. O desemprego e a tragédia econômica vêm a reboque imediato, gerando um colapso geral. É a conhecida doutrina dominó: numa fileira, uma peça nunca cai sozinha e, sem o pacote de ajuda aprovado aos bancos, a Espanha certamente passaria por tempos ainda piores do que os atuais. 

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Fontes Consultadas

* Ver:

http://politica.elpais.com/politica/2012/07/11/actualidad/1342018859_593330.html

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Ver Também:

http://politica.elpais.com/politica/2012/07/11/actualidad/1342004404_099142.html

Ver Também:

http://politica.elpais.com/politica/2012/07/11/actualidad/1342004404_099142.html

Ver Também:

http://politica.elpais.com/politica/2012/07/11/actualidad/1341987548_244376.html

Ver Também:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1118364-premie-espanhol-anuncia-choque-de-austeridade-de–65-bi.shtml

Ver Também:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1118406-comissao-europeia-elogia-choque-de-austeridade-da-espanha.shtml

Foto: El ministro de Economía, Luis de Guindos, durante la sesión del Congreso. / JAVIER SORIANO (AFP)

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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