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Espanha dissolve governo e voltará as urnas

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Desde as eleições realizadas no dia 20 de dezembro de 2015, a Espanha sofre com uma crescente crise institucional e política, reflexo do desgaste produzido pela já superada crise financeira e pelos crimes de corrupção que abalaram ao país.  O Presidente reeleito, Sr. Mariano Rajoy, do partido de direita PP (Partido Popular), não contou com o apoio necessário no Parlamento para assumir seu novo mandato, sendo relegado do papel de Presidente, em funções do Reino da Espanha.

O Rei Felipe VI, após diversas reuniões, nomeou o candidato de oposição Pedro Sanchez, representante do partido de esquerda PSOE (Partido Socialista Obreiro Espanhol), para formar uma nova equipe de Governo, a qual deveria ser votada pelo Congresso de Deputados e governar o país, mas as negociações falharam de ambos os lados. Os governistas se negavam a entregar o poder para uma coligação de esquerda, já que haviam vencido as eleições. Já a Oposição, que fora nomeada pelo Rei para formar um novo Governo, não contou com o apoio de partidos de esquerda e dos partidos nacionalistas.

Dia 26 de abril, hoje, terça-feira, era a data máxima para o Governo da Espanha instituir o Chefe de Governo e, como não houve consenso entre os partidos, o país se dirige novamente para as eleições.

A sociedade espanhola é o reflexo do crescente paradigma entre a esquerda e a direita no mundo.  Por um lado, as políticas econômicas implementadas pelo PP salvaram a Espanha da crise econômica e ajudaram a recuperar o país, mas, por outro lado, as políticas de austeridade promoveram o aumento da pobreza e da desigualdade, a redução dos benefícios sociais e serviram de combustível para a separação da Catalunha.

Ao não haver um consenso para a formação do Governo, o Rei Felipe VI deve comunicar ao Presidente do Plenário o fracasso das negociações e, no dia 2 de maio, deve proceder a dissolução do Governo espanhol, chamando o povo novamente às urnas.

Na Espanha, o clima já era eleitoral, antes mesmo do fim das negociações, e houve poucas mudanças nas intenções de votos, sendo apenas notável o enfraquecimento do partido de esquerda – Podemos –, devido as suas crescentes divisões internas, e a formação de uma coligação centro-esquerda para vencer o PP definitivamente, sem recorrer aos nacionalistas e/ou as suas exigências.

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Imagem (Fonte):

http://static3.definanzas.com/wp-content/uploads/2015/10/fecha-elecciones-generales-2015-en-espana.jpg

Wesley S.T Guerra - Colaborador Voluntário Sênior

Atua como consultor internacional na área de Paradiplomacia para o Escritório Exterior de Comércio e Investimentos do Governo da Catalunha. Formado em Negociações e Marketing Internacional pelo Centro de Promoção Econômica de Barcelona, Bacharel em Administração pela Universidade Católica de Brasília, especialista pós-graduado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP, MBA em Novas Parcerias Globais pelo Instituto Latinoamericano para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Cultura e mestrando em Polítcias Sociais em Migrações na Universidad de La Coruña (España). Fundador do thinktank NEMRI – Núcleo de Estudos Multidisciplinar das Relações Internacionais. Especialista em paradiplomacia, acordos de cooperação e transferência acadêmica e tecnológica, smartcities e desenvolvimento econômico e social. Morou na Espanha, Itália, França e Suíça.

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