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Espiral de violência torna incerto o futuro do Egito

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Desde a queda de Hosni Mubarak, em 2011, o Egito vive uma situação política indeterminada. Inicialmente, acreditou-se na normalização política do maior país de língua árabe através da implantação da democracia, o que não se concretizou. Após menos de um ano no poder, o Presidente eleito, Mohamed Morsi, foi deposto pelas Forças Armadas”, o que desencadeou uma onda de protestos violentos entre as forças no poder e os apoiadores de Morsi. Na sequência de mais de uma semana de protestos violentos, o Egito encontra-se instável e a insegurança abala as estruturas sócio-políticas daquele país.

O poder instalado pelo Exército dificulta uma solução negociada com os partidários de Mohamed Morsi, em sua maioria membros da “Irmandade Muçulmana”. Os embates entre o Governo e a Oposição já fizeram mais de novecentas vítimas mortais desde a semana passada e pelo menos mil partidários do Presidente deposto foram detidos[1]. Na última terça-feira, asForças Armadasegípcias prenderam o líder daIrmandade Muçulmana”, Mohamed Badie, de setenta anos. Em julho, esse líder foi acusado de incitar assassinatos antes da queda de Morsi e deverá ser julgado em 25 de agosto[2].

A situação atual do Egito preocupa a “Comunidade Internacional” e o “Secretário-Geral da ONU”, Ban Ki-moon, lamentou o uso da força como meio de resposta aos protestos[3]. Neste momento delicado pelo qual passa o Egito, na terça-feira, o “Primeiro-Ministro da Turquia”, Recep Tayyip Erdogan, apontou Israel como sendo o responsável pelo golpe militar no país vizinho[4]. Segundo informações, Erdogan não é o único a acusar Israel pois, na semana passada, o “Presidente da Venezuela”, Nicolás Maduro, culpou os israelenses e os EUA de conspirarem a favor da queda de Mohamed Morsi, tendo retirado o Embaixador de Caracas no Cairo, em resposta aos últimos acontecimentos no Egito[5].

Todo o processo que envolve o problema enfrentado internamente pelo Egito acaba por influenciar poderes externos, situação que eleva a cada dia a urgência de uma solução negociada, capaz de restaurar a estabilidade interna, diminuir os ânimos exaltados e assegurar um certo equilíbrio na região. Há, no conflito egípcio, muitas forças sensíveis envolvidas que, direta ou indiretamente, necessitam que a paz social e política regresse, de modo não imposto, mas negociado, a fim de garantir a segurança na área.

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Imagem Praça Tahrir, no Cairo, Epicentro da Primavera Árabe” (Fonte):

http://0.tqn.com/d/architecture/1/0/u/y/Tahrir-Square-Egypt-LG.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2013/08/lider-supremo-da-irmandade-mucul mana-e-detido-no-egito.html

[2] Ver:

http://mobile.reuters.com/article/topNews/idUSBRE97C09A20130820?irpc=932

[3] Ver:

http://pt.euronews.com/2013/08/14/egito-um-pais-em-estado-de-emergencia-apos-um-novo-banho-de-sangue/

[4] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/1.542512

[5] Ver:

http://www.jpost.com/Diplomacy-and-Politics/Erdogan-Israel-orchestrated-Morsi-overthrow-Egypt-unrest-323679

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Marli Barros Dias - Colaboradora Voluntária Sênior

Possui graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1999), com revalidação pela Universidade de Évora (2007), e mestrado em Sociologia (Poder e Sistemas Políticos) pela Universidade de Évora (2010). É doutoranda em Teoria Jurídico-Política e Relações Internacionais (Universidade de Évora). É professora da Faculdade São Braz (Curitiba), pesquisadora especialista do CEFi – Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), e pareceirista do CEIRI Newspaper (São Paulo).

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