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Estabilidade na Coréia do Norte Pós Kim Jong-il: falsas esperanças?

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Após a morte de Kim Jong-il, em dezembro de 2011, e com a posse de seu filho, Kim Jong-un, ao poder, a comunidade internacional se sentiu, de certa forma aliviada e esperançosa pela volta da estabilidade política e da moderação nos discursos de tons comunistas e ameaçadores que vinham do governo norte-coreano.

 

Os alvos das ameaças são, em grande parte, a Coréia do Sul e o Japão. O primeiro, por ter rivalidades desde a “Guerra da Coréia”, que oficialmente ainda não foi finalizada. O segundo, por ser responsável pela realização de atos agressivos durante sua era imperial.

Certamente, os motivos apresentados pela Coréia do Norte são apenas pretextos para causar ameaças à região. Assim, desde o governo de Kim Jong-Il, a Coréia do Norte vem insistindo em desenvolver sua energia nuclear com fins não pacíficos, inclusive, fazendo testes balísticos que já se mostraram eficientes para atingir Estados na região. No que a Coréia do Norte se interessa são as ajudas financeiras, energéticas e humanitárias que os países vizinhos oferecem em troca de estabilidade (mais especificamente, congelamento do “Programa Nuclear”).

Espera-se, por parte da Coréia do Sul, que haja a retomada do diálogo em relação ao “Programa Nuclear” norte-coreano, negociações que foram abandonadas por Kim Jong-il. Para os sul-coreanos, é fundamental a estabilidade nas relações bilaterais. Nos últimos dois anos, tensões marcaram a região da fronteira entre as duas Coréias e criando uma leve possibilidade de o “Conflito Militar” ser retomado. O governo sul-coreano espera que Kim Jong-un retorne o país às negociações, mas este já informou que não aceitará nenhum tom de ameaça.

Por parte do Japão, espera-se que o “Programa Nuclear” seja congelado e, para isso, os japoneses estão dispostos a oferecer benefícios aos norte-coreanos, pois testes realizados nos últimos anos mostraram que a Coréia do Norte tenha condições de lançar mísseis no território nipônico. Além do campo da “Segurança Regional”, o governo japonês espera ainda uma resolução na questão dos seqüestros de seus cidadãos realizados nas décadas de 1970 e 1980, feitos em seu território por espiões do governo norte-coreano.

Os três Estados asiáticos não estão sozinhos no “dilema norte-coreano”. Há outros interessados, sendo eles a Rússia, a China e os Estados Unidos. Os Estados Unidos são os únicos que, tecnicamente e por enquanto, não são ameaçados pelo “Programa Militar” norte-coreano. Entretanto, por ter uma sólida parceria militar com o Japão e com a Coréia do Sul (bases militares em locais estratégicos), sua participação nas negociações é importante. Além disso, caso haja alguma agressão de maior intensidade contra esses dois aliados, os Estados Unidos se comprometem em intervir e responder aos ataques. Por parte dos EUA, a sua participação nas relações internacionais da Coréia do Norte se faz necessária para manter sua influência na região asiática, que tende a diminuir com o crescimento chinês. Por isso, os norte-americanos afirmam que a presença de “Bases Militares” na Ásia é fundamental e indiscutível para a estabilidade e para a paz regional.

A morte de Kim Jong-il foi uma surpresa à “Comunidade Internacional”. Ela não estava sendo esperada, por isso, grandes especulações foram levantadas em torno da sucessão e do novo comportamento do país nas relações internacionais.  Esperava-se que o tom ameaçador e radical seria abandonado e que Pyongyang se mostraria mais disposta a contribuir com a estabilidade regional. No dia 29 de dezembro, segundo a agência sul-coreana “Yonhap”, a “Comissão de Defesa Nacional da Coréia do Norte informou que não haverá mudanças políticas. Além disso, ameaçou não dialogar com os vizinhos. Após a nomeação de Kim Jong-un como “Líder Supremo” da nação, o Governo convocou a população para proteger o novo Líder como um “escudo humano”. Obrigatoriamente ou não, o “Culto à Personalidade” continua muito forte na população, agora sob Kim Jong-un.

Quando a morte de Kim Jong-il foi informada publicamente ao mundo, a região esperava momentos de turbulências. Os norte-coreanos poderiam realizar uma demonstração de poder para manter o respeito internacional sem a presença de Kim Jong-il. Assim, os governos da Coréia do Sul e do Japão colocaram sua Defesa em “Estado de Alerta”. No mesmo contexto, o Japão divulgou a escolha de novos caças militares para a “Defesa Nacional”. Tratam-se dos mais avançados e caros caças disponíveis dos Estados Unidos.

Nenhum movimento suspeito ou ameaçador foi detectado. Isto, entretanto, não significa que a transição e o novo Regime serão estáveis. Kim Jong-un não tem muita experiência e não medirá esforços para iniciar uma nova onda de ameaças e de discursos radicais que seu pai possuía a fim de fomentar o nacionalismo norte-coreano e o culto a sua personalidade. Ainda está muito cedo para dizer como será a “Política Externa” de Kim Jong-un, mas uma coisa parece certa no atual momento: a Coréia do Norte continuará sendo um ponto incerto e de instabilidade na região.

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Fontes:

Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5539686-EI8143,00-Coreia+do+Norte+pede+escudos+humanos+para+proteger+novo+lider.html

Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5537480-EI19519,00-Coreia+do+Norte+diz+que+nao+fara+mudancas+politicas+no+pais.html

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