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No último dia 18 de maio, quinta-feira retrasada, o general Joe Dunford, comandante das forças conjuntas dos Estados Unidos da América (EUA), participou de uma reunião de planejamento para o próximo encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), que ocorrerá brevemente em Bruxelas, na Bélgica. Segundo comunicado do Departamento de Defesa dos EUA, o general Joe Dunford propôs que a OTAN treine as Forças Armadas iraquianas, após derrotar o grupo Estado Islâmico (EI). Além disso, reforçou a ideia do atual Governo estadunidense de que a Aliança se torne membro da coalizão internacional que combate o EI no Iraque e na Síria, haja vista que todos os membros da OTAN já compõem a coalizão.

Até o presente, a OTAN forneceu suporte secundário à coalizão internacional, através de missões aéreas de reconhecimento e treinamento de oficiais iraquianos. Segundo o general Dunford, contar com a Organização no combate ao EI seria benéfico, uma vez que facilitaria o compartilhamento de informações e inteligência. Jens Stoltenberg, Secretário Geral da OTAN, conforme destacou o Telegraph, afirmou que a OTAN precisa atuar de maneira mais contundente na luta contra o terrorismo.  Nesse aspecto, segundo pontuou o Defense One, Dunford ressaltou que visa encontrar uma maneira para que cada país otimize sua contribuição, além da organização poder contribuir de maneira a fornecer uma missão de treinamento por período duradouro. Dunford assinalou ainda que a OTAN poderia contribuir com questões de logística, aquisições, capacitação institucional, dentre outros serviços de apoio.

No entanto, o General ressalvou que esse cenário diz respeito ao futuro, pois a Organização teria as capacidades necessárias para assumir a tarefa que vem sendo desempenhada pelos EUA no Iraque. Nesse ponto, para Dunford, a questão não reside no fato de os iraquianos precisarem de apoio, mas sim em como fornecê-lo. De acordo com o Departamento de Defesa dos EUA, os próprios líderes dos países membros destacaram a possibilidade de atuar mais ativamente. O comandante das forças conjuntas dos EUA afirmou também que, a curto prazo, a Aliança continuará com uma atuação modesta, contudo, os líderes deverão discutir o papel da OTAN e arcar com maior responsabilidade no Iraque.

Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Fonte: Wikipedia

Desde que assumiu a Presidência dos Estados Unidos, Donald Trump vem pressionado os países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte para que assumam maior papel no combate ao terrorismo. Em fevereiro deste ano (2017), James Mattis, Secretário de Defesa dos EUA, declarou que o Governo Trump iria moderar seu comprometimento com a Aliança se os demais membros não elevassem seus gastos em Defesa. A crítica de Trump reside na baixa participação financeira dos aliados e seu discurso no próximo encontro deverá pontuar justamente no aumento dos gastos militares nacionais para alcançar a meta de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), tal como foi acordado na reunião ocorrida no País de Gales, em 2014. Nesse âmbito, compete ressaltar que, dos 28 membros da aliança, apenas os Estados Unidos, Reino Unido, Estônia, Grécia e Polônia tem atingido ou ultrapassado a meta de 2%.

O EI vem perdendo algumas frentes no Iraque, particularmente em Mossul, que era considerada a fortaleza do grupo no país. O conflito no Iraque foi responsável pelo deslocamento de milhares de pessoas. Para Haider al-Abadi, Primeiro-Ministro do Iraque, as forças iraquianas vão precisar de apoio após a derrota do Estado Islâmico. Por fim, cabe destacar que nesta última quarta-feira, 24 de maio, os países que compõem a OTAN concordaram em integrar a coalizão internacional na luta contra o EI, decisão que deverá ser oficialmente confirmada no decorrer da semana.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1New chairman JCS” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Dunford#/media/File:Dunford_CJCS.JPG

Imagem 2 Logo of the North Atlantic Treaty Organization (NATO), em português, Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN)” (Fonte):  

https://pt.wikipedia.org/wiki/Organiza%C3%A7%C3%A3o_do_Tratado_do_Atl%C3%A2ntico_Norte#/media/File:Seal_of_the_North_Atlantic_Treaty_Organization.png

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Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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