LOADING

Type to search

Estratégias de Angola para o Turismo

Share

Na semana que contempla o Dia Internacional do Turismo, comemorado no dia 27 de setembro (2018), o Ministério da Hotelaria e Turismo de Angola e o Gabinete de Estudos, Planejamento e Estatística (GEPE) lançaram um Plano Estratégico para o desenvolvimento turístico e hoteleiro no país. A base do Plano tem vigência até o ano de 2025 e buscará garantir a dinamização deste setor de forma consoante aos padrões internacionais de qualidade. Da mesma forma, os recursos captados com o turismo devem seguir uma abordagem sustentável, social e economicamente benéfica à população.

Ministra do Turismo de Angola, Ângela Bragança

A Ministra de Hotelaria e Turismo, Ângela Bragança, declarou outros aspectos sobre o cenário turístico atual de Angola, em ocasião do 5º Seminário Nacional sobre Licenciamento dos Empreendimentos Turísticos, que ocorreu no início do mês de setembro (2018), com o tema “A Ética e o Profissionalismo como Pressupostos Básicos para a Qualificação e Turistificação de Angola”. A Ministra compreende que é necessário ampliar e uniformizar o serviço prestado pelo setor. Dentro da sua perspectiva, a fiscalização é uma ferramenta importante para a estruturação e potencialização do segmento.

Ângela Bragança complementou seu pronunciamento destacando o papel dos setores público e privado para que o Plano transcorra de forma a cumprir com seu objetivo. Para tanto, o investimento de ambos os setores na criação de infraestrutura é necessário para a atração de turistas.

Outro ponto considerado importante para tal feito, segundo a Ministra, é a valorização dos produtos e serviços locais, criando uma abordagem estratégica e eficiente na atração de turistas. Neste sentido, destacam-se a utilização dos pontos turísticos e as particularidades da cultura angolana como um vetor para o desenvolvimento da área.

Moeda oficial de Angola, Kwanza angolano

O intento de alavancar o segmento se deve ao decréscimo nas receitas geradas nos anos de 2016 e 2017. Sob a perspectiva do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatísticas, em 2016 registrou-se a entrada de 397.485 turistas, enquanto em 2017 recepcionou-se 260.961. No que tange a arrecadação, o déficit foi de 2 bilhões de kwanzas em relação de 2016 a 2017, aproximadamente 5,84 milhões de euros, ou em torno de 27,5 milhões de reais, conforme cotação de 4 de outubro de 2018. Cabe destacar que, em 2016, o turismo gerou 12 bilhões de kwanzas (aproximadamente, 35,1 milhões de euros, ou em torno de 27,5 milhões de reais, conforme cotação de 4 de outubro de 2018) e o setor representa 3,5 % do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Neste cenário, atribui-se aos fatores econômicos instáveis enfrentados pelo pais, segundo o GEPE, o que resultou na mudança na agenda do Ministério da Hotelaria e Turismo, visando diminuir o impacto causado pela retração das receitas turísticas.

Tais fatores econômicos acima mencionados referem-se à quebra na cotação internacional do barril de petróleo, produto que representa mais de 95% das exportações do país e que acarretou na perda de cerca de 100.000 empregos em vários setores da economia, com maior incidência no setor da construção civil entre 2014 e 2018.

Mapa de Angola

Cabe destacar que as nacionalidades que mais visitam Angola são os sul-africanos, namibianos e turistas da República Democrática do Congo, e as áreas mais frequentadas são as Províncias litorâneas de Cabinda, Benguela, Luanda, Huambo e Huíla, conhecidas pelo turismo ecológico.

Por conseguinte, pode-se compreender que o fomento a outras áreas da economia deve levar a que estas sejam analisadas pelos agentes governamentais, tendo em consideração a necessidade de recuperação do período de crise. Para tanto, conforme tem sido observado, ao se apostar no setor turístico e hoteleiro, as dinamizações não devem se ater apenas a pontos específicos que pertencem a estes seguimentos. Igualmente, apesar da necessidade de aprimorar a infraestrutura, é necessário ter em conta o desenvolvimento de outras capacidades nacionais. Isto é, mais além da adequação aos padrões internacionais de qualidade, o aprimoramento de serviços públicos representarão um ponto de grande relevância no que tange a atração de turistas e a fidelização de um público para este mercado.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Cataratas de Kalandula, cidade de Malanje, Angola” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/File:Kalandula_waterfalls_of_the_Lucala-River_in_Malange,_Angola_(2).JPG

Imagem 2Ministra do Turismo de Angola, Ângela Bragança” (Fonte):

http://www.embaixadadeangola.pt/wp-content/uploads/2014/04/QY6J4NHQ.jpg

Imagem 3Moeda oficial de Angola, Kwanza angolano” (Fonte):

https://www.permutalivre.com.br/img_produto/grande/img17718102.jpg

Imagem 4 Mapa de Angola” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Angola_-_Location_Map_(2013)_-_AGO_-_UNOCHA.svg

Lauriane Aguirre - Colaboradora Voluntária

Bacharela em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Dentre as áreas de interesse encontram-se Cooperação Técnica Internacional e Segurança Internacional. Como colaboradora do CEIRI Newspaper escreve sobre o continente africano, mas especificamente os países de língua portuguesa.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!