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Etiópia e Quênia fortalecem laços diplomáticos e estratégicos

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A visita oficial do Primeiro-Ministro etíope, Hailemariam Desalegn, ao Presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, foi marcada pela celebração de uma série de Acordos diplomáticos e estratégicos entre os dois países. O evento, ocorrido na quinta-feira (23 de junho) da semana passada, marca uma clara aproximação entre duas das maiores economias da África Oriental.

O principal Acordo celebrado entre as duas nações foi a parceria para a construção de um oleoduto que ligará a capital etíope, Adis Abeba, e a cidade costeira de Lamu, no litoral norte do Quênia. O projeto é visto pelas duas nações como estratégia crucial para garantir a comercialização de hidrocarbonetos e aumentar a atratividade econômica de ambos os países às empresas internacionais. Estima-se que a construção do oleoduto estará pronta até 2021.

Ao Quênia, o oleoduto aparece como projeto ainda mais estratégico, dada a recém descoberta de campos de petróleo na região oeste do país e a necessidade de futuro escoamento da produção aí efetivada. À princípio, o Governo queniano iria trabalhar na construção de um oleoduto sozinho, dado que, meses atrás, Uganda e Ruanda rejeitaram exportar o seu petróleo e gás pelo Quênia, mas sim pela Tanzânia.

A efetivação do que foi concertado foi acompanhada por uma discussão entre os dois líderes para a elaboração de um Acordo de Cooperação em Segurança Nacional. Segundo fontes locais, uma das principais pautas foi o combate aos militantes da Al-Shabaab, grupo terrorista radicado na Somália. Acredita-se que a questão da segurança no Quênia foi um dos principais fatores que levaram Uganda e Ruanda a optarem pela Tanzânia para a exportação de petróleo e gás.

Por fim, o encontro entre os dois líderes foi também acompanhado de Acordos no campo da saúde pública, dos esportes, da educação e da agropecuária. Ao Governo etíope, os tratados celebrados são vistos como importantes passos na tentativa do país em internacionalizar-se e expandir a sua relevância política e econômica na região: atualmente, a Etiópia é vista por analistas e investidores internacionais como o “tigre africano”, destacando-se, gradativamente, como um dos principais destinos para o capital estrangeiro.

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Imagem (FonteStandard Media):

http://www.standardmedia.co.ke/business/article/2000206368/kenya-and-ethiopia-sign-oil-pipeline-deal-as-they-commit-to-enhance-ties

Pedro Frizo - Colaborador Voluntário

Economista pela ESALQ-USP, é atualmente mestrando em Sociologia pelo Programa de Pós- Graduação do IFCH-UFRGS. Foi pesquisador do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM). Atualmente desenvolve pesquisas na área de Sociologia Econômica, Economia Política e Sociologia do Desenvolvimento. Escreve no CEIRI Newspaper sobre economia e política africana, como foco em Angola, Etiópia e Moçambique

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