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Há muito se vem comentando na imprensa internacional sobre a Guerra na Síria, que se iniciou no contexto da Primavera Árabe (2011), com uma mobilização popular e midiática contra o Governo de Bashar Al-Assad, e culminou na revolta generalizada entre civis armados e soldados desertores contra as forças governamentais. Com intuito de conter a onda de manifestações e o grupo terrorista Daesh (Estado Islâmico – EI), que se instalou no território sírio, em 2014, foi criado pelos Estados Unidos (EUA) e seus aliados da coalizão internacional o plano de Intervenção militar árabe-ocidental.

Conhecido por Operation Inherent Resolve, a intervenção refere-se a uma série de operações organizadas pelas Forças Navais e Aéreas dos EUA, com o apoio do Reino Unido, França e Austrália, além de outros países árabes, que são contrários aos grupos extremistas. Na Síria, a operação concentra-se em conter os fundamentalistas do Daesh e impedir que os mesmos consigam instalar uma base de operação permanente naquela região. Esta operação também se estendeu para o Iraque em combate ao Estado Islâmico.

No entanto, em setembro (2016), dia 17, um erro militar foi cometido, deixando cerca de 90 soldados sírios mortos e 100 feridos, dando ao grupo Daesh a vantagem de se posicionar estrategicamente e lançar uma ofensiva contra o Exército sírio. O ataque aconteceu na montanha de al-Tharda, próximo ao aeroporto de Deir ez-Zor e foi realizado por drones, aviões não tripulados, da Austrália, Dinamarca, EUA e Reino Unido, além de caças F-16 e F-18. Um mês após os ataques, na última terça feira (29), o Departamento de Defesa norte-americano admitiu o erro e assumiu que o mesmo foi baseado em informações erradas.

Com base nas conclusões de um inquérito, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA justificou que a sucessão de erros se iniciou pela identificação errada de um dos veículos das forças sírias ser confundido com um veículo do grupo extremista. No entanto, o equívoco mais significativo ocorreu por uma “falha na comunicação”. O comandante oficial norte-americano, com quem a coligação das forças russas costumava falar por uma linha aberta especial, não estava disponível. O atraso durou 27 minutos, o suficiente para a morte dos soldados. Quando a comunicação foi restabelecida, a advertência russa sobre quem estava sofrendo os ataques foi recebida e o ataque foi suspenso.

Ainda segundo o inquérito final, realizado pelos EUA, concluiu-se que o Exército da Síria não estava devidamente identificado por uniformes ou bandeiras que sinalizassem a entidade militar no local, o que acabou confundindo mais ainda os países que o atacaram. Dado isso, não foi mencionado no relatório que os ataques foram intencionais, mas por um “erro humano”. O Secretário de Defesa norte-americano, Ashton Carter, lamentou o ocorrido e declarou que espera, por parte dos militares estadunidenses, que “aprendam com este gravíssimo erro”.

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ImagemF16 KC135 Inherent Resolve” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3c/F-16_KC-135_Inherent_Resolve.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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