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[:pt]EUA ameaçam intervir com força unilateral na Síria, caso haja hesitação da ONU[:]

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A última terça-feira, 4 de abril, foi marcada por uma grande tragédia na Síria, que atingiu adultos e crianças de todas as idades, por consequência de um ataque feito com armas químicas. O bombardeio aéreo liberou gás tóxico na cidade de Khan Shaykhun, província de Idlib, localizada na região noroeste do país. Segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos, estima-se que 92 pessoas morreram, dentre elas 20 eram crianças, e mais de 160 ficaram feridas. O responsável ainda não foi identificado.

Após o choque ocasionado pelas imagens do ataque, o Conselho de Segurança da ONU realizou uma reunião de urgência para discutir e condenar o ocorrido. Durante a reunião, e mesmo sem provas do verdadeiro responsável, os Estados Unidos (EUA), a França e o Reino Unido afirmam que as características do ataque são semelhantes as do regime de Bashar al-Assad. A Rússia, por sua vez, se posicionou contra ao julgamento dos países, ao dizer que eles estavam “obcecados em derrubar o governo de Assad”.

Contudo, ainda sob protestos russos, os EUA juntamente com a França e o Reino Unido, apresentaram para o Conselho um rascunho de Resolução, o qual continha um pedido de investigação exaustiva sobre o ataque. A investigação, segundo o pedido dos países, deveria acontecer em uma localidade rebelde próxima da província de Idlib. No entanto, a Rússia, que é um forte aliado no Governo de Assad, interpretou o rascunho como sendo “categoricamente inaceitável”, tendo como objetivo “antecipar resultados e apontar culpados”.

Ao fim da reunião, o Governo russo, por meio de seu Ministério de Defesa, disse que “as forças aéreas sírias bombardearam um ‘armazém terrorista’ com ‘substancias toxicas’, o que teria causado o vazamento do material”. Tendo em vista o impasse na decisão do Conselho, a reunião terminou sem possíveis soluções, e foi por esse motivo que os EUA, por meio de sua Embaixadora, Nikki Haley, se posicionou dizendo que quando a ONU fracassa em pôr em prática os seus principais objetivos em atuar de forma coletiva, ela acaba dando margem para que os Estados atuem por conta própria.

Posteriormente, o Presidente norte-americano, Donald Trump, realizou um pronunciamento da Casa Branca afirmando que possui obrigação de reagir mediante o ataque, pois as mortes “foram uma afronta à humanidade e a ação do regime de Assad não pode ser tolerada”. Dado isso, a reação veio de forma imediata do Governo estadunidense. Alguns dia após o seu pronunciamento, na madrugada do dia 7 de abril, última sexta-feira, os EUA realizaram um ataque surpresa contra o regime sírio, utilizando mísseis Tomahawk, os quais atingiram a base aérea de Shayrat, que fica ao norte da Síria.

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Imagem 1 Localização de Khan Shaykhun na Síria” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ataque_qu%C3%ADmico_de_Khan_Shaykhun#/media/File:Syria_location_map3.svg

Imagem 2 Míssil Tomahawk sendo lançado do USS Philippine Sea e do USS Arleigh Burke em alvos do Estado Islâmico” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Interven%C3%A7%C3%A3o_militar_na_S%C3%ADria#/media/File:Tomahawk_Missile_fired_from_US_Destroyers.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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