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EUA auxiliam tropas iraquianas contra o Estado Islâmico

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Na última quinta-feira, 13 de novembro de 2014, Martin Dempsey, Chefe do Estado Maior dos Estados Unidos da América (EUA), anunciou durante seu comparecimento no Comitê de Serviços Armados do Senado que os militares norte-americanos irão assessorar os militares iraquianos contra o Estado Islâmico (EI). Segundo Dempsey, “no momento, essa coalizão é a maneira correta de agir[1].

De acordo com as declarações da última semana, as Forças Armadas dos Estados Unidos deverão assessorar soldados iraquianos na província de Anbar, no oeste do Iraque, que, no presente, está praticamente toda controlada pelos militantes do grupo islâmico. Vale lembrar que no decorrer do ano o EI tomou controle de diversas cidades do país.  Conforme assinalou Martin Dempsey, os EUA também irão treinar a Sétima Divisão do Exército Iraquiano, que pode desempenhar papel crucial na ofensiva contra o Estado Islâmico[2].

No último sábado, o Chefe do Estado Maior dos EUA foi à Bagdá a fim de conversar com os soldados e autoridades americanas e iraquianas a respeito do caminho a seguir na campanha contra o EI[3]. Na ocasião, Dempsey afirmou que “já tem gente suficiente lá trabalhando com a sétima divisão para ajudá-la a planejar e entender a ameaça, para aconselhá-la sobre como consolidar suas forças[4].

O Chefe do Estado Maior dos EUA defendeu durante seu depoimento ao Congresso em setembro, um papel mais amplo da participação dos EUA. Contudo, para Barack Obama, Presidente dos EUA, essa operação no Iraque não envolverá tropas terrestres. Desse modo, as tropas americanas deverão acompanhar as forças iraquianas através de apoio e ataques aéreos. Os EUA e as forças da coalizão realizaram cerca de 900 ataques aéreos no Iraque e na Síria[5].

O Presidente dos EUA anunciou ainda no dia 7 de novembro que iria enviar 1.500 tropas adicionais ao Iraque, a fim de expandir a missão no país[6]. Ademais, o Presidente vem buscando a aprovação do Congresso para  5,6 bilhões de dólares para treinar essas tropas iraquianas e o Governo também está pressionando a reautorização do seu plano para treinar e equipar os rebeldes sírios moderados, que tinha como data de término 11 de dezembro de 2014[7].

De acordo com Chuck Hagel, Secretário de Defesa, essa luta será longa e difícil no que poderia ser uma campanha de vários anos[8]. Já Dempsey salientou a complexidade desse conflito: “esta campanha será marcada ou caracterizada … três passos para a frente, dois passos para trás, e a cada passo para a frente ou para trás, vamos debater sobre o tamanho do passo[9]. Apesar da retórica feita pela Casa Branca de que os Estados Unidos não se envolveriam em outra guerra no Iraque, para alguns senadores esse pronunciamento é uma falácia, uma vez que isso já ocorre desde o momento em que os pilotos norte-americanos iniciaram os bombardeiros contra o Estado Islâmico no Iraque[10].

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Imagem (Fonte):

http://nypost.com/2014/11/13/us-may-send-troops-to-fight-with-iraqis-against-isis/

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://nypost.com/2014/11/13/us-may-send-troops-to-fight-with-iraqis-against-isis/

[2] Ver:

http://internacional.estadao.com.br/noticias/america-do-norte,eua-assessoram-tropas-iraquianas-em-provincia-tomada-pelo-estado-islamico,1593705

[3] Ver:

http://www.defense.gov/news/newsarticle.aspx?id=123643

[4] Ver:

http://internacional.estadao.com.br/noticias/america-do-norte,eua-assessoram-tropas-iraquianas-em-provincia-tomada-pelo-estado-islamico,1593705

[5] Ver:

http://globalnews.ca/news/1670295/pentagon-warns-of-drawn-out-fight-against-islamic-state-more-us-troops-possible/

[6] Ver:

http://internacional.estadao.com.br/noticias/america-do-norte,eua-assessoram-tropas-iraquianas-em-provincia-tomada-pelo-estado-islamico,1593705

[7] Ver:

http://globalnews.ca/news/1670295/pentagon-warns-of-drawn-out-fight-against-islamic-state-more-us-troops-possible/

[8] Ver:

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/16/internacional/1410880368_507735.html

[9] Ver:

http://globalnews.ca/news/1670295/pentagon-warns-of-drawn-out-fight-against-islamic-state-more-us-troops-possible/

[10] Ver:

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/16/internacional/1410880368_507735.html  

Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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