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A elaboração de um estudo analítico sobre o papel dos Estados Unidos no sistema internacional sempre traz à luz das discussões, expectativas, conjunturas, possibilidades e oportunidades. Entretanto, a realidade acaba por surpreender os especialistas e intelectuais das Relações Internacionais, uma vez que a dinâmica política desde o fim da Segunda Guerra Mundial, passando pela GuerraFria e chegando ao ataque terrorista de 11 de Setembro colocou à prova o poder de superação norte-americano que em determinadas situações foi pontuado como “início do fim” de uma era de predominância hegemônica.

Ao chegar no século XXI ainda com força, o sistema político norte-americano, principalmente a vertente que remete a projeção de poder além-fronteiras, mostra-se resiliente, capaz de mudar, prosperar mesmo diante de um quadro de status quo internacional que não mais o privilegia totalmente.

A ascensão de países emergentes, formatação de blocos econômicos que almejam o multilateralismo, a integração, o regionalismo e o soft power, aliado à consolidação da China como superpotência econômica, comercial e militar, bem como a perda do fôlego econômico europeu, o principal aliado norte-americano na política internacional, direciona mais uma vez estudos e projeções analíticas no que tange aos desafios de estruturar o papel de Washington como principal player mundial.

Dentro da sociedade norte-americana, na ótica de pesquisas lançadas ao longo dos anos, há interpretações que sugerem uma divisão observada entre gerações, ou seja, potenciais eleitores com mais de 60 anos ainda acreditam nos Estados Unidos como única nação que conseguiria manter a liderança que o mundo necessita. Em contrapartida, potenciais eleitores entre 18 e 44 anos possuem interpretações sobre um país mais independente da responsabilidade dos problemas alheios. Entendem que a política interna deve prevalecer sobre questões externas.

Ao promover uma reflexão sobre o contexto internacional vigente, os desafios estruturais que permeiam o modelo político, econômico e social a ser adaptado e não imposto pelo 45º presidente estadunidense em 2016 transitam por questões ideológicas de âmbito interno e externo que tencionam ainda mais o anárquico sistema. A Parceria TransPacífica (TPP) sofre resistência dos congressistas estadunidenses, o mesmo se pode dizer das questões envoltas ao Programa Nuclear Iraniano, às mudanças climáticas, ao Oriente Médio, à Crise na Ucrânia e à Rússia, sem esquecer dos desafios dos deslocados e refugiados de guerra.

Sobre último este tema, segundo o relatório do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), denominado “Tendências Globais”, referente apenas ao recorte que remete ao continente americano, os Estados Unidos receberam, em 2014, 36,8 mil pedidos de refúgio a mais, comparado a 2013, o que significa um aumento de 44%. Destaca-se que este Relatório indica que a violência de gangues urbanas na América Central contribuiu para o aumento vertiginoso dos casos de deslocamento humano.

Em suma, as expectativas destacadas estão voltadas para o próximo sufrágio presidencial em 2016. A realidade baseada nas citações são congruentes e não excludentes com tais expectativas. A ascensão, ou derrocada e as novas expectativas estarão sob a orientação do novo morador da Casa Branca, que deverá buscar na dinâmica internacional um modelo capaz de manter a hegemonia norte-americana, porém sem a projeção bélica das últimas décadas que determinaram as consequências vistas cotidianamente.

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Imagem (Fonte):

http://washington.org/sites/default/files/styles/guide_to_left/public/carousel/lincoln-monument.jpg?itok=J4VgIn7y

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Fontes Consultadas:

Ver:

http://www.project-syndicate.org/commentary/us-presidential-election-issues-by-richard-n-haass-2015-06

Ver:

http://www.acnur.org/t3/portugues/noticias/noticia/relatorio-do-acnur-revela-60-milhoes-de-deslocados-no-mundo-por-causa-de-guerras-e-conflitos/

Ver:

http://www.nationalinterest.org/feature/russia-america-toward-new-detente-13077

Ver:

http://politike.cartacapital.com.br/drones-podem-ser-efetivos-contra-o-estado-islamico/

Ver:

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,expectativas-sobre-os-eua,1706224

Ver:

http://www.cartacapital.com.br/internacional/acnur-registra-recorde-de-refugiados-no-mundo-em-2014-1795.html

Ver:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/06/150616_corrida_armamentista_russia_eua_lgb

Victor José Portella Checchia - Colaborador Voluntário

Bacharel em Relações Internacionais (2009) pela Faculdades de Campinas (FACAMP), Especialista em Direito Internacional pela Escola Paulista de Direito (EPD) e Especialista em Política Internacional pelo CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais). Atuou em duas grandes multinacionais do setor de tecnologia e na área de Cooperação Internacional na Prefeitura Municipal de Campinas com captação de recursos externos, desenvolvimento de projetos na área econômica e comercial e buscando oportunidades de negócios para o município. Atualmente é Consultor de Novos Negócios na Avanth International em Campinas/SP. Escreve semanalmente sobre América do Norte com foco nos Estados Unidos.

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