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[:pt]EUA denunciam as novas ações do Sudão do Sul ao recrutar crianças-soldado para a Guerra Civil[:]

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A República do Sudão do Sul, adquiriu sua independência do Sudão em 8 de julho de 2011 e possui tal nome devido a sua localização geográfica ao sul deste país, no nordeste da África, e por ter feito parte do antigo território sudanês. Sem saída para o mar, a região sul-sudanesa é considerada “um país encravado”, pois faz fronteira com a Etiópia (ao leste), com o Quênia (ao sudeste), com Uganda (ao sul), com a República Democrática do Congo (ao sudoeste), com a República Centro-Africana (a oeste e noroeste), além do Sudão (ao norte e nordeste). Seu vizinho fronteiriço com quem já disputou duas grandes batalhas por questões territoriais, étnicas e religiosas é o Sudão. Atualmente, uma terceira guerra é travada naquela República do Sul, mas, desta vez, uma Guerra Civil sul-sudanesa, por questões políticas.

O Sudão do Sul é um Estado que possui duas etnias com mais influência no país: os Nuer e os Dinka. O ponta pé inicial para sua administração política foi dado por meio de uma aliança entre o presidente Salva Kiir e seu Vice, Riek Machar, decisão esta que foi fundamental para harmonia social, visto que Kiir representava os Nuer e Machar os Dinka. Contudo, esta aliança foi dissolvida em julho de 2013, quando Machar foi destituído de seu posto de Vice-Presidente, devido a uma suposta tentativa de golpe.

A relação entre os dois representantes políticos/étnicos ficaram mais complicadas em dezembro de 2013, quando o ex-Vice-Presidente organizou suas milícias e fundou o partido de oposição ao Governo, o SPLMA/A. Sua primeira atitude, em prol de enfraquecer Kiir, ou até retirá-lo do poder, foi atacar os campos petrolíferos do país, principalmente os da província do Alto Nilo. Tais ações levaram a uma Guerra Civil que, desde então, já vitimou mais de vinte mil homens, mulheres e crianças.

O ato mais recente desta Guerra foi o recrutamento de crianças-soldado por parte tanto do Governo Kiir, como das milícias e partido opositor, criado por de Machar. Segundo oficiais do Governo Kiir, é verdade que, mediante a gravidade do conflito, recorrer aos menores de 18 anos tem sido uma opção. Contudo, eles salientam que muitas delas comparecem voluntariamente, procurando por proteção, trabalho e até por alimentos.

Apesar dessas declarações, os Estados Unidos (EUA), país que apoiou a independência do Sudão do Sul, divulgou na imprensa internacional o horror de obter a confirmação de oficiais do Governo sul-sudanês estarem recrutando crianças como soldados para lutarem na Guerra Civil.

Na última quarta-feira, dia 31 de agosto, John Kirby, Porta-Voz do Estado Americano, anunciou que aquele país está “passando por cima dos nossos chamados de pôr fim à violência no Sudão do Sul, insistimos que encerrem imediatamente o recrutamento e uso de crianças soldados por parte das forças do governo e da oposição”.

Além disso, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, na sigla em inglês), até o momento, foram estimadas cerca de 16 mil crianças recrutadas, desde dezembro de 2013, e, segundo o diretor adjunto da UNICEF, Justin Forsyth, enquanto esse ato não é combatido e interrompido pelo próprio governo, “as crianças continuam a sofrer provações tremendas”, além de “violência sexual generalizada contra raparigas e mulheres”.

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ImagemBandeira do Sudão do SulFonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sudão_do_Sul

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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