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[:pt]EUA deverá propor à Rússia a extensão do START-3[:]

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De acordo com a impressa internacional, o Governo do Estados Unidos da América (EUA) está considerando propor à Rússia o prolongamento do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START-3, na sigla em inglês), por mais 5 anos.

Este é um amplo Tratado de desarmamento nuclear, firmado nos últimos 25 anos. Em abril de 2010, durante um encontro em Praga, as duas potências atômicas firmaram este Acordo de Redução de Armas Nucleares, no qual se comprometem a limitar e reduzir o número de armas estratégicas ofensivas. A entrada em vigor ocorreu em 2011 e deve expirar em 2021. O objetivo é diminuir até 2018 o arsenal de ambos países, de 2.200 para 1.500 mil ogivas nucleares, e limitar os vetores posicionados dos dois lados. Desse modo, cada um terá até 800 ICBM (Míssil Balístico Intercontinental) e 700 SLBM (Míssil Balístico Lançado por Submarino), entretanto, os dois países dispõem de flexibilidade para determinar a estrutura e prioridade das suas armas estratégicas.

A fim de viabilizar a implementação do Tratado, EUA e Rússia reúnem-se duas vezes ao ano em Genebra para discutir junto à Comissão Consultiva Bilateral as disposições do que foi acertado. Cabe pontuar, que o START-3 não aborda quaisquer restrições acerca do desenvolvimento, implementação ou teste dos programas de Defesa Antimíssil dos EUA.

Ambos os países já firmaram anteriormente Acordos nesse sentido, tais como o SALT 1 (Strategic Arms Limitation Talks), que vigorou entre 1972 a 1977; o SALT 2, que nunca entrou em vigor, em virtude dos desacertos, frutos dos planos dos EUA de implantarem sistema antimíssil na região central da Europa; o START-1, combinado em 1991 e expirado em 2009; o START 2, que nunca entrou em vigor; o SORT, entre de 2002 a 2011.

Em fevereiro deste ano (2016), já havia sido noticiado que Barack Obama, Presidente dos EUA, planejava rediscutir com o Governo russo a extensão e as reduções estabelecidas no START -3. Segundo declarações mais recentes, o Governo Obama pretende promover, ainda, ações que resultem na redução do arsenal nuclear e solicitar a elaboração junto ao Conselho de Segurança da Nações Unidas de uma Resolução que reafirme a proibição de testes nucleares. Em contrapartida, Sergei Ryabkov, Vice-Ministro das Relações Exteriores russo, afirmou que tal proposta é inviável, tendo em vista que os Estados Unidos continuam promovendo ações de desestabilização na região fronteiriça da Rússia, e que, no passado, mais precisamente na década de 1960, o país já havia reduzido seu arsenal aos níveis iniciais.

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Imagem (Fonte):

http://www.dw.com/pt/tratado-start-expira-sem-novas-regras-para-redu%C3%A7%C3%A3o-de-armas-estrat%C3%A9gicas/a-4968144

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Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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