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EUA é acusado de “sabotar a paz” no Afeganistão

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No dia 21 de maio (2016), drones, identificados como sendo norte-americanos foram responsáveis por causar a morte do líder talibã Akhtar Mansour, em um ataque aéreo realizado na região de Dalbandin, Paquistão. Sua morte foi confirmada no domingo (22 de maio), pelo Serviço de Inteligência do Afeganistão. Conforme disseminado na mídia, a ação utilizando os drones foi inédita no Baluchistão, local específico dos ataques, por isso, o líder talibã viajava sem seu comboio de segurança.

Após o atentado, o Governo paquistanês denunciou a ofensiva norte-americana e condenou o ato como sendo uma “violação da soberania do Paquistão”. Mais tarde, na terça-feira (24 de maio), por meio de uma entrevista coletiva em Islamabad, o ministro paquistanês Nisar Ali Khan acusou o governo do presidente Barack Obama de tentar “sabotar” as negociações de paz entre Cabul e os Talibãs, conforme afirmou: “[logo] agora, que estávamos vislumbrando alguma esperança”.

Em resposta ao Ministro, o Secretário de Estado Americano, John Kerry, declarou, em Mianmar, que o líder talibã representava uma “ameaça iminente aos funcionários dos Estados Unidos, civis afegãos e forças de segurança afegãs”, além de ser “diretamente contrário às negociações de paz”. Em contrapartida, Khan declarou que os EUA cometiam um certo “engano” ao declarar que mulá Mansour era contra estas negociações, visto que, “quando os talibãs afegãos e o governo afegão se reuniram em Murre, era o mulá Mansur quem dirigia o grupo”.

Apesar do ministro Nisar Ali Khan ter acusado os EUA de “sabotar a paz” entre Cabul e os talibãs, e considerar o atendado uma atitude “totalmente ilegal, inaceitável e contra a soberania paquistanesa”, ele afirmou que o drone não cruzou a fronteira, e que o ataque havia sido feito de fora do território do Paquistão. Caso viesse a especificar de qual país a ação foi realizada, poderia haver sérias implicações nas relações entre Paquistão e Afeganistão (seu vizinho de fronteira) e também com os EUA.

Desde janeiro passado, o G4, neste caso formado por Afeganistão, China, EUA e Paquistão, vem realizando reuniões em prol de incentivar o Talibã a sentar-se à mesa de negociações. Três dias antes do atentado a Mansour, outra reunião sediada pelo Paquistão foi realizada. No entanto, sem muitos avanços, mas com a promessa de continuar “acreditando” no diálogo, apesar das constantes rejeições entre as partes.

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Imagem (Fonte):

http://www.zimbio.com/pictures/2zHmiETvZfD/John+Kerry+Meets+Nisar+Ali+Khan/Fq4oo9wVOlz

Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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