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EUA e Israel alertam que prazo para diplomacia com Irã está se esgotando

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Após o fracasso das reuniões ocorrida entre o Irã e o Grupo denominado “P5+1” (“EUA, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha”), ou seja, o Grupo composto pelas potências membros do “Conselho de Segurança das Nações Unidas” (CS da ONU), mais a Alemanha, os EUA e Israel alertaram para um possível limite que será imposto para o encerramento da  Diplomacia com o Governo do Irã.

 

Os iranianos afirmaram que continuarão enriquecendo o urânio na base de 20%, recusando aceder às solicitações feitas pelas potências ocidentais. Segundo informações divulgadas, as declarações de Teerã de que manterá o “Programa Nuclear” se deram em reforço à postura do Governo, mesmo com a descoberta dos restos de urânio enriquecido a 27%, na “Usina de Fordo”, na área sul de Teerã. 

Os iranianos declararam que foi um erro técnico, mas a postura tem sido de enfrentamento e, de acordo com observadores, a preocupação está sendo ganhar tempo para conseguir completar o Projeto.  O chefe do “Programa Nuclear” iraniano, Abbassi Davani, tem informado da possibilidade de o país exportar urânio enriquecido a 20% e também que o país construirá uma nova Usina em Bushehr, ao lado da antiga construída pela Rússia. Afirmou: “O Irã construirá uma usina nuclear de 1.000 megawatts em Bushehr no próximo ano”*.

Uma nova reunião para dar continuidade aos encontros ocorridos em maio será realizada em Moscou, nos dias 18 e 19 de junho. Antecipando alguns acertos, nesta semana, nos dias 6 e 7 de junho, o presidente Vladmir Putin (Rússia) se encontrará com Mahmoud Ahmadinejad (Irã) na China, em Pequim, durante à “Organização de Cooperação de Xangai” (“OCS: Rússia, China, Uzbequistão, Cazaquistão, Tajiquistão, Quirguistão”).

Acredita-se que serão feitos acordos informais para tentar convencer os EUA, Israel e a Europa nos dias 18 e 19 a retirarem a pressão sobre o país. Conforme declarou Yuri Uchakov, o conselheiro russo sobre política estrangeira, “Reunir-se com Ahmadinejad permitirá a Putin sentir pessoalmente a tensão em torno ao problema iraniano e como este é visto por Teerã”**, mas as perspectivas sobre o encontro do meio do mês (18 e 19 de junho) são mínimas, principalmente por parte de Teerã. Ahmadinejad declarou: “Nós não estamos esperando milagres na próxima reunião. (…). Haverá áreas de trabalho que vão na direção certa e vamos trabalhar para que se chegue a um acordo construtivo”***.

Os observadores apontam que esta “direção certa” é uma afirmação retórica, pois a questão central para os iranianos é acabar com as Sanções impostas e apenas isso, tanto que o foco do argumento oficial é demonstrar que elas são injustas e improdutivas. O próprio presidente iraniano tem reforçado esta tese, juntamente coma defesa da manutenção do Programa tal qual é, á que alega ser ele pacífico. Em suas palavras: “A minha pergunta é: qual dos problemas do mundo é resolvido com essas sanções? Será que elas trazem segurança? Elas garantem a observação dos direitos humanos [por exemplo]?”***.  

Os norte-americanos e israelenses consideram que este cenário de tentativa de convencimento ocorrerá, mas não cederão, mesmo porque consideram que o tempo iraniano está esgotando e as ameaças de que o país poderá sofrer um bombardeio de suas usinas estão mais intensas. Logo, será mais uma reunião improdutiva.

Segundo informam as “Agências de Notícias”, internacionais a situação de impasse está configurada já há algum tempo e, neste momento, o que se espera saber é como se estruturará o cenário do conflito que se avizinha.

Teerã tem declarado que reagirá bombardeando Israel e as forças estadunidenses na região e estes dois principais oponentes dos iranianos já demonstram sem meios termos que se preparam para o conflito breve, apenas esperam o momento adequado.

Alguns observadores apontam que o momento surgirá quando o Governo iraniano cometer algum erro que justifique uma resposta violenta, outros apostam que esta situação favorecerá ao Irã, que trabalha com o fator tempo, por isso preferem acreditar que na realidade se espera o resultado das eleições presidências dos EUA, quando, qualquer Presidente que for eleito optará por um ataque, já que não terão mais os problemas da “opinião pública” para enfrentar internamente antes do pleito eleitoral.

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Fonte Consultada:

* Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5797392-EI294,00-Ira+ignora+pedido+das+potencias+e+nao+detera+enriquecimento+de+uranio.html

** Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1099683-putin-se-reunira-com-o-presidente-do-ira-na-china.shtml

*** Ver:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2012/05/31/interna_mundo,305073/ahmadinejad-reitera-determinacao-do-ira-em-manter-programa-nuclear.shtml

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Ver também:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5810974-EI294,00-Ira+faz+alerta+sobre+ataque+israelense+a+suas+instalacoes+nucleares.html

Ver também:

http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/347018/ira-diz-que-vai-reagir-a-qualquer-ataque-de-israel/

 

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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