LOADING

Type to search

EUA e México anunciam nova parceria contra narcotráfico

Share

Os Estados Unidos e o México anunciaram na última quarta-feira (dia 15 de agosto), um plano “agressivo” para combater os cartéis de drogas mexicanos, que inclui o estabelecimento de uma equipe de pesquisa conjunta com sede em Chicago. Esse grupo criado pela Agência Antidrogas dos EUA (DEA) e pela Procuradoria Geral do México (PGR) dedicará seus esforços para enfraquecer os líderes das organizações criminosas de “alto nível” e atacar sua infraestrutura financeira. “Esta é uma cooperação sem precedentes”, disseram as autoridades de ambos os países durante uma conferência de imprensa em Chicago.

Soldados mexicanos em treinamento

O México é a principal rota de cocaína que chega aos Estados Unidos e se tornou o maior fornecedor de heroína, o que está impulsionando a epidemia de mortes por uso de opiláceos no país vizinho. É também um importante fornecedor de metanfetaminas. O consumo maciço de drogas gera números preocupantes: 64.000 americanos morreram em 2016 por overdose. “Não é apenas um problema de Chicago, é um problema nacional e internacional”, disse Brian McKnight, agente especial encarregado da Divisão de Campo da DEA em Chicago. A nova equipe especial buscará “romper as cadeias de valor das organizações, assim como as rotas do mercado de drogas e armas”. Entretanto, as autoridades não detalharam os recursos humanos ou econômicos que serão utilizados para o propósito da tarefa.

No México, a situação também é preocupante. O país encerrou o ano de 2017 com uma taxa de 25 assassinatos por 100.000 habitantes, superior à da Colômbia, e superou os números dos piores anos da guerra contra o narcotráfico iniciada em 2006.

Rotas de tráfico no México

Andrés Manuel López Obrador, o Presidente eleito do México, propôs uma anistia desde a campanha para aliviar a crise de segurança que o país atravessa, a pior desde o início dos registros, há duas décadas. A fragmentação de grupos criminosos e a diversificação de negócios provocaram o aumento da violência nos últimos meses. Washington quer ser considerado nesta reviravolta, no que tange à segurança proposta pelo futuro governo mexicano, segundo diversos meios de comunicação nos dois países.

A exibição pública da cooperação bilateral surpreende no terreno político hostil em que ambos os países se encontram. Desde que Donald Trump chegou à Casa Branca – e ao longo de sua campanha – ele frequentemente insultou o México e exigiu que ele pagasse um muro na fronteira. Além disso, o endurecimento das leis de imigração e os esforços dos republicanos para pressionar pela renovação do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) para favorecer os Estados Unidos dificultaram as relações bilaterais. Mas apesar das diferenças com o governo Trump, autoridades de segurança e especialistas comemoraram os esforços bilaterais para reprimir as gangues de drogas. Um exemplo é o fato de Joaquín El Chapo Guzmán, que era o traficante mais procurado do mundo, atualmente estar aguardando julgamento em uma prisão dos EUA.

A DEA baseia-se em mudanças no sistema legal mexicano nos últimos anos, destinadas a agilizar a coleta de provas e processos. “O novo plano é acelerar e prender mais pessoas, mais rápido”, disse Matthew G. Donahue, diretor regional da DEA para América do Norte e América Central. “É isso que realmente estamos tentando promover: a cooperação que temos atualmente com o México para ser um pouco mais eficiente, um pouco mais agressiva”, acrescentou.

Desde março, o novo traficante mais procurado no México e em Chicago é o fugitivo Ruben Oseguera Cervantes, também conhecido como El Mencho. Oseguera é o líder do Cartel de Jalisco Nueva Generación, o grupo criminoso mais poderoso do México. As autoridades aumentaram o preço para sua captura na quarta-feira. A recompensa de pouco mais de 1,5 milhão de dólares é a mais alta desde a oferecida por El Chapo, que chegou a três milhões de dólares em 2015. “A detenção de El Mencho é uma prioridade para o governo do México e dos EUA”, disse Felipe de Jesús Muñóz, Promotor mexicano.

———————————————————————————————–

Fontes das Imagens:

Imagem 1Operação da DEA” (Fonte):

https://es.wikipedia.org/wiki/Guerra_contra_las_drogas

Imagem 2Soldados mexicanos em treinamento” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mexican_Drug_War

Imagem 3Rotas de tráfico no México” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Mexican_Drug_War

Tainan Henrique Siqueira - Colaborador Voluntário

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

×
Olá!