LOADING

Type to search

EUA e o Estado do Rio de Janeiro poderão se unir contra o tráfico de armas em território brasileiro

Share

No primeiro sábado deste mês (junho/2016), conforme disseminado pela mídia, o Estado do Rio de Janeiro entrou em negociação com o Governo dos Estados Unidos (EUA), para, juntos, formalizarem mais um Convênio em prol de mapear a entrada e saída de armas das cidades brasileiras que, em sua maioria, são apreendidas no Rio. Para formalização do Acordo, serão enviados Agentes do setor de Inteligência Brasileira e da Secretaria de Segurança do Estado do Rio para assinarem o Protocolo de Convênio em Washington.

As agências que tratarão do assunto são especializadas em investigação de tráficos internacionais de armas, bem como artefatos explosivos e drogas. A principal entidade que apoiará o Convênio com o Rio será o Bureau of Alcohol, Tobacco, Firearms and Explosives (ATF). Segundo o Secretário de Segurança brasileiro, José Mariano Beltrame, “As fronteiras internacionais são um desafio”, mesmo com o mapeamento nas divisas do Estado carioca, onde encontra-se o maior número de armas.

No entanto, de acordo com o jornal O GLOBO, a Secretaria de Segurança possui dados que alarmam a sociedade brasileira, principalmente a população que vive no Rio de Janeiro, já que, nestes últimos cinco meses de 2016 foram apreendidos 101 fuzis pela Polícia Militar do Estado do Rio. Contudo, somente dois desses fuzis eram de fabricação brasileira. O restante se distribuía entre modelos americanos (41 sendo dos modelos AR-15), russos (Ak-47) e 15 da Bélgica (FAL – Fuzil Automático Leve).

Contudo, nos anos anteriores, foi identificada uma demanda maior nos fuzis que partem da República Tcheca, da Suíça e da Alemanha, ressaltando-se que este último país vem intensificando as vendas de armas pesadas para a América Latina.

Segundo Beltrame, a principal rota para entrada desses fuzis encontra-se na fronteira entre Brasil e Paraguai, mais especificamente pelas cidades de Pedro Juan Caballero, Capitán Bado e Ciudad del Este, embora haja várias outras, que, de acordo com o secretário, “são inúmeras”.

Após o primeiro contato com a ATF, em setembro do ano passado (2015), Beltrame sugeriu mudanças no Estatuto do Desarmamento à bancada do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados do Brasil, que se encontra em Brasília. Entre elas, solicita punições mais pesadas para aqueles que portarem armas de uso restrito, bem como explosivos e granadas.

Só no ano passado, o Estado do Rio de Janeiro conseguiu mapear vários pontos onde estão concentradas as armas de alto calibre. Conforme aponta, 52% delas estavam em quatro Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs). Ao serem analisadas, ficou constatado que os maiores números das armas são concentrados em favelas, das quais podem ser destacadas: os complexos do Chapadão, Serrinha, do Dezoito e do Camará. O momento em que essas armas podem ser vistas em uso são em confrontos que geralmente ocorrem entre as favelas, quando criminosos brigam por território, e no confronto destes com a polícia.

———————————————————————————————–

Imagem (Fonte):

http://acervo.oglobo.globo.com/fotogalerias/a-ocupacao-da-rocinha-9565954

Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.