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EUA julga como “desanimador” o discurso de Assad em reconquistar a Síria

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Desde 2011, a Síria vem passando por uma guerra denominada de todos contra todos por envolver o Governo sírio, rebeldes islâmicos e potências estrangeiras. Ao longo desses cinco anos, as Nações Unidas (ONU) já tentaram intervir de diversas formas para que a paz viesse a conter os ânimos naquele território e, mais recentemente, desde o dia 27 de fevereiro de 2016, foi determinado pelos Estados Unidos (EUA) e Rússia um cessar-fogo. Contudo, nesta decisão não foram incluídos os grupos Estado Islâmico e a Frente AI-Nusra.

A Oposição síria esteve de acordo com a decisão, desde que as “condições humanitárias” fossem respeitadas, assim como também esteve de acordo com o cessar-fogo o Alto Comitê de Negociações do principal grupo opositor, mas que também impôs condições para cumpri-lo, dentre elas o levantamento de cercos nas cidades, a liberação de prisioneiros, o fim dos bombardeios contra civis e ajuda humanitária, seja por meio de alimentos, seja com asilo para refugiados.

No entanto, quem não concordou com a proposta dos EUA e Rússia foi Bashar al-Zoubi, chefe do gabinete do Exército Yarmouk, que é parte do Exército Sírio Livre. Para al-Zoubi, não estender o cessar-fogo para grupos extremistas seria “dar brecha” para que o presidente sírio Bashar al-Assad, juntamente com seus aliados russos, dessem continuidade aos ataques contra territórios controlados pela Oposição, onde rebeldes e facções militantes se encontram muito próximos.

Após a declaração de implantação do cessar-fogo (em fevereiro passado, tendo sido previsto para começar no dia 27 daquele mês), o presidente Assad se pronunciou dizendo ser “difícil” que houvesse esta “trégua”, mesmo que ela seja ditada por grandes potências. Ainda assim, três dias antes da sua execução, o Presidente aceitou a proposta. No entanto, na última terça-feira (8 de junho) Assad discursou diante do novo Parlamente em Damasco, manifestando, segundo a imprensa internacional, “uma posição intransigente relativamente às negociações com a oposição sob a égide da ONU

Sob aplausos de um Parlamento eleito num contexto de guerra civil, quando Washington e outros críticos internacionais de Assad não reconheceram a votação como legítima, o Presidente sírio afirmou que a “vitória é garantida” e que “tomará seu país de volta”. Para Mark Toner, Porta-Voz do Departamento dos EUA, o discurso “com tom beligerante” não foi algo surpreendente, mas “desanimador”, classificando-o de “Assad ‘vintage’”.

No entanto, Toner afirmou que os EUA apelarão para Rússia, que faz parte do Grupo Internacional de Apoio à Síria, e também ao Irã, para conterem o aliado, pois ainda acreditam que ambos os países podem “pelo menos apelar àqueles no regime que têm ainda influência sobre ele para se abster de deixar que este processo político, esta cessação de hostilidades, se despedace completamente”.

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Imagem (Fonte):

http://www.thehindu.com/news/international/pro-antiassad-demonstrators-clash-in-syria-three-dead/article2123362.ece

Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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