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[:pt]EUA planejam venda de armas para Arábia Saudita, equivalentes a US$ 1,15 bilhão[:]

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Desde a Segunda Guerra Mundial, o Oriente Médio tem tomado posição de destaque nos assuntos internacionais, devido às crises na região. As saídas de ditadores com mais de trinta anos no poder, após a explosões de descontentamentos ocorridas com o desencadeamento da primavera Árabe, ao fim de 2010, gerou desordem social e uma onda de conflitos vistos internacionalmente. Um dos países envolvidos nessas ondas de conflitos que se estendem até os dias atuais (2016) é o Iêmen, que possui como vizinha a Arábia Saudita.

O ditador Ali Abdullah Saleh, que liderou Iêmen por mais de 32 anos, aceitou um acordo elaborado por países da região do Golfo Pérsico, chamado de “Plano de Transição”. Nele, Saleh concordava em renunciar ao seu posto de líder e ditador e receberia o direito de ter imunidade, além de não poder ser processado pelos governos vindouros. Este plano incluía sua família e assessores. Ele foi o único ditador de um país árabe que não foi condenado à prisão perpétua após a sua renúncia, porém, fugiu do país.

Após a saída de Saleh do poder, os iemenitas se reuniram em um diálogo nacional para discutir o futuro do país e, como consequência, gerou-se um governo com viés democrático reconhecido internacionalmente, algo que serviu de exemplo para aquela região. Contudo, em 2014 um grupo rebelde contrário ao Governo estabelecido, chamado de Milícia Houthi, tomou Sanaa, capital do Iêmen, e decidiu retirar o poder parlamentar instalado.

Os Houthis são aliados do ex-ditador Saleh e, segundo disseminado na mídia, possuem incentivos do Irã e Hezbollah. Os conflitos entre os rebeldes e forças pró-Governo fizeram com que a guerra se espalhasse pelo país, ocasionando a entrada da Arábia Saudita, em 2015, liderando uma coalizão que passou a bombardear posições houthis com intuito de evitar que a guerra ultrapasse fronteiras, segundo vem declarando.

Mais recentemente, na terça-feira passada (9 de agosto de 2016), foi divulgado que ocorreu um bombardeio aéreo feito pela Arábia Saudita, após cinco meses de negociações. O ocorrido deixou ao menos 14 mortos. Após isso, na mesma terça-feira, foi noticiado o anúncio feito pelo Departamento de Defesa norte-americano, de que os Estados Unidos (EUA) decidiram vender para Arábia Saudita US$ 1,15 bilhão em veículos blindados, metralhadoras e munições.

Ao que tudo indica, os armamentos servirão para abastecer a coalizão contra os grupos rebeldes que lutam contra o Governo instalado no Iêmen. A encomenda incluía, conforme noticiado, “53 armas calibre .50, 266 metralhadores M240 de 7,62mm, lança-granadas, veículos de recuperação blindados, entre outros equipamentos”. Porém, conforme declarado por autoridades do Parlamento dos EUA, ainda falta a aprovação do Congresso Nacional norte-americano para a oficialização da venda.

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ImagemUm funcionário houthi declara a dissolução do Parlamento em Sanaa, em 6 de fevereiro de 2015” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Houthi_insurgency_in_Yemen

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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