LOADING

Type to search

Share

Na última quinta-feira, dia 14 de agosto de 2014, Donald M. Campbell, Comandante das Forças Terrestres dos Estados Unidos da América na Europa, reuniu-se com as autoridades da Polônia a fim de discutir o aumento da presença militar norte-americana no país. As negociações acerca do aumento desse efetivo militar deve-se, sobretudo, às tensões geradas por conta da Crise na Ucrânia, iniciada ainda em março do presente ano.

Desde o começo da Crise Ucraniana,a Polônia tem recebido equipamentos e soldados norte-americanos. Até o início do mês de agosto, já havia acolhido mais de 350 soldados, sete helicópteros, 2 aviões da categoria Hércules, além de caças F-16[1]. Ainda em março, os Estados Unidos, em parceria com o Governo polonês, realizaram uma série de exercícios aéreos com propósito de assegurar a proteção do espaço aéreo dos países do Báltico[2].

O Governo da Polônia tem fomentado a parceria com os países ocidentais, particularmente com os Estados Unidos. Nesse sentido, compete destacar que, ainda em junho, o Governo norte-americano comprometeu-se a apoiar a modernização do Exército polonês. De acordo com o presidente norte-americano Barack Obama, “os verdadeiros amigos encontram-se nas dificuldades, e nós (EUA) nunca encontraremos no mundo melhor aliado que a Polônia[3]. O fomento dessas relações tem como pano de fundo, além da Crise na Ucrânia, a busca pela independência energética da Europa e a projeção da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no leste europeu. Desse modo, conforme ressaltou Barack Obama, a“Polônia e os Estados Unidos estão unidos em sua vontade de apoiar os ucranianos, não só para manter sua integridade territorial e a segurança, mas para realizar as reformas econômicas que serão necessárias[4].
De acordo com Radoslaw Sikorski, Ministro das Relações Exteriores da Polônia,os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte estão acordando medidas para reforçar a presença militar da OTAN na região do Leste da Europa.[5]. Segundo afirmou Anders Fogh Rasmussen, Secretário-geral da OTAN,a Organização deve se reunir para acordar a construção de uma sede regional mais forte, a ser instalada em Szczecin, na Polônia[6]. Ainda segundo Rasmussen,está previsto o posicionamento de equipamentos e suprimentos na região leste deste país,o que daria agilidade para receber e reorganizar os reforços de forma rápida[7]. Cabe observar que, atualmente, a Polônia já hospeda o Terceiro Batalhão de Comunicações da OTAN.

Em contrapartida, Vladimir Putin, Presidente da Rússia, afirmou na última semana a criação de uma força-tarefa militar na Crimeia. De acordo com Putin, “o Ministério da Defesa preparou… um programa separado para a criação e desenvolvimento das forças militares na Crimeia. Eu aprovei este programa[8].

Apesar das declarações norte-americanas e polonesas, não ficou claro como se dará o aumento desse efetivo militar, se por meio de acordos bilaterais entre americanos e poloneses, ou através da OTAN. De qualquer modo, segundo as autoridades, até o dia 4 de setembro serão definidas as medidas a serem seguidas para garantir a segurança na região.

—————————————————————————

Imagem (Fonte):

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0GE17A20140814

—————————————————————————

Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://jornal.ceiri.com.br/eua-e-aliados-intensificam-exercicios-militares-na-europa-oriental/

[2] Ver:

http://ukraineturmoil.com/2014/08/17/u-s-commander-travels-to-poland-to-discuss-increasing-military-presence/

[3] Ver:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2014/06/03/nunca-encontraremos-aliado-melhor-que-a-polonia-diz-obama-em-varsovia.htm

[4] Ver:

[5] Ver:

http://www.themoscowtimes.com/news/article/u-s-commander-travels-to-poland-to-discuss-increasing-military-presence/505134.html

[6] Ver:

[7] Ver:

[8] Ver:

http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/16405/EUA-discute-o-aumento-de-presenca-militar-na-Polonia–Putin-na-Crimeia/

Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

  • 1

Deixe uma resposta