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EUA pretendem maior cooperação com países do Conselho do Golfo

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No último dia 21 de abril, Barack Obama, Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), reuniu-se com alguns líderes dos países que compõem o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês) – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar, Omã e Bahrein. Encontraram-se em Riad, capital da Arábia Saudita, a fim de tratar sobre ações conjuntas no que se refere a possíveis ameaças do Estado Islâmico e, ainda, do Irã.

O encontro tinha por objetivo amenizar as tensões com os países do GCC, após o Acordo Nuclear com o Governo iraniano e da crescente influência do Irã no Oriente Médio, além de procurar mecanismos para atenuar as disputas sectárias na região. Assim, a visita tinha por objetivo fortalecer as relações e amenizar os ressentimentos, sobretudo porque os países do GCC apontam que, após a retirada dos EUA do Iraque, houve um vácuo de poder que permitiu expansão da influência iraniana na região.

As crises na Síria, Iraque e Iêmen envolvendo grupos proxies (grupos que fazem a denominada “guerra por procuração”) tem colocado EUA e GCC ora em posições de apoio, ora em oposição, dependendo dos interesses envolvidos. Conforme já mencionado, um dos principais pontos de tensão diz respeito à reaproximação EUA – Irã.

Nesse aspecto, cabe destacar que o Iraque, assim como o Iêmen, detém uma ampla fronteira com a Arábia Saudita, sendo um dos catalizadores dessa tensão, embora Ben Rhodes, Vice-Conselheiro de Segurança dos Estados Unidos, tenha argumentado que as diferenças referem-se apenas as táticas empregadas e não aos objetivos.

Em comunicado emitido pela Casa Branca, o Presidente dos Estados Unidos afirmou que o países do Conselho do Golfo não tem interesse num conflito com o Irã, mas destacou que os Estados Unidos pretendem estabelecer maior cooperação além de assegurar medidas que visam o apoio financeiro e político para a reestruturação do Iraque. No que tange à Guerra na Síria, Obama destacou novamente o papel da diplomacia nas conversações para o fim da crise, que deve passar por uma transição política. Também fez parte da pauta o conflito na Líbia e no Iêmen, no qual foi destacado que as posições são convergentes. No Iêmen, por exemplo, acordou-se em fazer patrulhas navais, a fim de impedir a entrega de armamentos para as forças Houtis – apoiadas pelo Irã – através do Golfo de Aden.

Diferentemente do que ocorreu em outros momentos, esse encontro de Obama com o Rei saudita não ocorreu concomitantemente ao anúncio de acordos econômicos ou de segurança. Todavia, em comunicado, Barack Obama destacou que o Governo norte-americano e os países do GCC pretendem dialogar mais profundamente sobre ajustes para reduzir o preço do petróleo, visando estreitar os laços econômicos. Durante a visita, Ash Carter, Secretário de Defesa, conversou com lideranças do campo de Segurança e Defesa desses países sobre mecanismos de inibir a influência iraniana na região e a luta contra o Estado Islâmico, assim, ajustou cooperação conjunta para a melhoria do sistema de mísseis, das forças especiais e de segurança marítima. No entanto, nenhum novo Acordo foi anunciado.

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Imagem (Fonte):

http://www.arabianbusiness.com/regional-conflicts-dominate-obama-s-talks-with-king-salman-629146.html#.VyEb1TArLIU

Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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