LOADING

Type to search

EUA reforçam importância estratégica da “Região Ásia-Pacífico”

Share

Como parte de suas atribuições, “Secretários de Defesa dos Estados Unidos” devem, a cada quatro anos, revisar a estratégia de defesa do país. Isso é feito via o “Quadrennial Defense Review” (“Relatório Quadrienal de Defesa”), um Relatório que analisa a capacidade militar, o planejamento orçamentário e o redirecionamento de prioridades tomando em conta o ambiente e as condições de segurança mundial[1]. A edição disponibilizada em março último (2014) ressalta que a atual estratégia de defesa americana se baseia em três pilares: (1) proteção do território; (2) construção e manutenção da segurança mundial e (3) projeção de poder e ações decisivas. Dentro desse Plano, a região da Ásia-Pacífico continua ocupando lugar central na agenda norte-americana para os próximos anos[2].

Segundo o Relatório, a região continua aumentando sua importância em termos políticos, comerciais e de segurança. O “Departamento de Defesa” ressalta ainda que vê com apreensão o aumento dos gastos militares de vários países na região que poderiam levar a um desequilíbrio regional, principalmente devido às disputas territoriais em que muitos estão envolvidos. Naturalmente, a China é citada como o maior foco de apreensão nesse sentido, devido à falta de transparência em divulgar seus gastos e projetos militares[3].

A ASEAN (“Associação das Nações do Sudeste Asiático”) é citada como parceira importante e um mecanismo regional fundamental na assistência humanitária em casos de desastre naturais, segurança marítima e contra-terrorismo. Washington reforça também o papel de Japão, Austrália e “Coreia do Sul” como “âncoras tradicionais” da manutenção da estabilidade regional. Ao mesmo tempo, também confere a indonésios e indianos um papel importante nessa questão[4].

Já em termos de desafios diretos à segurança americana e à região como todo, a “Coreia do Norte” ainda permanece como principal ameaça. Fora os norte-coreanos, o Relatório destaca o Afeganistão e o Irã como potenciais elementos desestabilizadores na região da Ásia[5].

——————————

ImagemO Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Chuck Hagel, durante cerimônia de chegada juntamente com o Ministro da Defesa japonês, Itsunori Onoderam, em Tóquio” (Fonte – “Departamento de Defesa dos Estados Unidos”):

http://www.defense.gov/photos/

——————————

Fontes consultadas:

[1] VerPreparing for the 2014 Quadrennial Defense Review”:

https://csis.org/files/publication/130319_Murdock_Preparing2014QDR_Web.pdf

[2]  VerQuadrennial Defense Review”:

http://www.defense.gov/pubs/2014_Quadrennial_Defense_Review.pdf; pg. 11

[3] Ibid. pg.26

[4] ibid.

[5] VerU.S puts the Asian pivot into pictures”:

http://www.eastasiaforum.org/2014/04/11/us-puts-the-asian-pivot-into-pictures/#more-41218

Moisés Lopes de Souza - Colaborador Voluntário Sênior

Graduado em Relações Internacionais pelas Faculdades Integradas Rio Branco. Doutorando em Estudos de Ásia-Pácifico no Doctoral Program in Asia-Pacific Studies (IDAS) da National Chengchi University (Taiwan). Pesquisador Associado do Center for Latin America Trade and Economy, Chihlee Institute of Technology.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.