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[:pt]EUA reforçam segurança em embaixada no Sudão do Sul[:]

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Na terça-feira, dia 12 de julho, os Estados Unidos da América (EUA) enviaram cerca de 50 soldados para o Sudão do Sul com a finalidade de reforçar a segurança da Embaixada Norte-Americana em Juba, capital do país. Segundo comunicado emitido pelo Departamento de Estado, os soldados tem como propósito auxiliar a saída dos funcionários que exercem cargos não emergenciais e proteger os cidadãos e as propriedades dos EUA. Naquele momento, o Governo ressaltou que, além dos 47 soldados, outros 130 atualmente estacionados na base em Djibouti estão prontos para se deslocar para o Sudão do Sul, caso seja necessário.

Dois dias antes, o Governo Obama havia alertado aos cidadãos norte-americanos que vivem no país que adotassem medidas de precaução, em virtude do aprofundamento do conflito. Além dos EUA, outros países como Alemanha, Reino Unido, Itália, Japão, Índia e Uganda também estão promovendo operações com aeronaves militares para retirada de seus cidadãos. No dia 11 de julho, Salva Kiir, Presidente do Sudão do Sul, decretou o cessar-fogo na capital, depois de quatro dias de confrontos entre forças leais ao Chefe de Estado e antigos rebeldes, que provocaram a morte de aproximadamente 300 pessoas.

O presidente Obama reiterou, no decorrer da semana passada, que os EUA pretende equipar até 200 soldados no Sudão do Sul, mas reforçou que o objetivo é assegurar a sua Embaixada no país. No início desta semana, o Departamento de Estado norte-americano emitiu comunicado, a fim de tranquilizar a população e os líderes sudaneses, argumentando que não tem intenção de aumentar o contingente militar sobre o Sudão do Sul com finalidade de desestabilizá-lo. De acordo com Mark Toner, Porta-Voz do Departamento Estado, os Estados Unidos se mantém comprometidos em pressionar ambos os lados a buscarem uma solução pacífica para a crise, assim como em manter o programa de assistência humanitária ao sudaneses. Por fim, o comunicado ressalta que, após o processo, esses soldados não permanecerão estacionados no seu território.

No dia 9 deste mês (julho) o Sudão do Sul completou cinco anos de independência. Em 2011, após quase duas décadas de luta, separou-se do Sudão, mas a violência ainda perdura. Em dezembro de 2013, o presidente Salva Kiir demitiu Riek Machar, então Vice-Presidente, que levou a combates dentro das Forças Armadas. A crise aglutinou as divergências políticas e étnicas e fomentou a guerra civil que provocou a morte de mais de 50 mil pessoas e o deslocamento de outras 2,3 milhões.

Apesar do acordo de paz assinado em agosto de 2015, e do retorno de Riek Machar ao cargo de Vice-Presidente, em abril deste ano (2016), o conflito perdura em diversas regiões. Segundo declarações de organizações internacionais, como, por exemplo, a Anistia Internacional, a deterioração do país é responsabilidade de ambos os lados que promovem a disseminação desenfreada da violência.

No presente, a Organização das Nações Unidas (ONU) abriga mais de 160 mil pessoas nos campos de refugiados da organização em todo o Sudão do Sul e mantém contingente de, aproximadamente, 12 mil capacetes azuis que integram a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (UNMISS, na sigla em inglês). Nesta semana, a União Africana (UA) decidiu enviar tropas, contudo não há indicações de que essa força atuará em conjunto com a Missão da ONU.

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ImagemMapa de Localização do Sudão do Sul” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Portal:Sudão_do_Sul

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Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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