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[:pt]EUA responsabilizam Rússia pelos ataques à ajuda humanitária na Síria[:]

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Após reuniões e várias negociações entre Estados Unidos (EUA) e Rússia, foi estabelecido, no dia 9 de setembro de 2016, o Acordo sobre o cessar-fogo com fins de ajuda humanitária na Síria. O mesmo entrou em vigor no dia 12, penúltima segunda-feira, contudo, os resultados não foram os esperados. Um comboio de 31 caminhões que passavam pela estrada próxima de Orum al-Kubra, na Província de Aleppo, carregados com suprimentos, foi bombardeado na última segunda-feira, dia 19 de setembro.

Segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), o bombardeio atingiu e matou mais de 12 pessoas, entre elas motoristas e voluntárias do Crescente Vermelho. 78 mil eram o número de pessoas que se beneficiariam com os carregamentos trazidos pelo comboio. Após o ocorrido, o enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Síria, o italiano Staffan de Mistura, afirmou que isso trouxe “indignação”, devido ao “longo processo de permissão e preparação para ajudar civis isolados”.

Os bombardeios fizeram com que a ONU, por meio de seu Porta-Voz, Jens Laerke, suspendesse “imediatamente” o envio de mais frotas até que uma avaliação de todo o ocorrido fosse realizado. No entanto, Laerke mostrou que os acontecimentos não impedirão a Organização de continuar empenhada em “fornecer ajuda a todos os sírios que precisarem”, segundo comunicado oficial na imprensa.

A Casa Branca, apesar de não descartar o Governo sírio, responsabilizou a Rússia pelos bombardeios, isso porque, segundo o Vice-Assessor de Segurança Nacional Norte-Americano, Bem Rhodes, o país estava encarregado de prestar segurança através de patrulhamento aéreo durante o cessar-fogo. O julgamento se deu após investigações terem apontado que o bombardeio veio de duas levas de artilharia que, segundo o Governo dos EUA, seria uma prática comum dos russos.

As autoridades da Rússia, por meio de um comunicado de seu Porta-Voz, Igor Konashenkov, no dia posterior aos ataques, 20 de setembro, se defenderam ao dizer que, após avaliações nas imagens de vídeo realizados por drones, “não há evidencias de que o comboio tenha sido atingido por munições”, pois “não há crateras, e o exterior dos veículos não tem o tipo de danos consistentes com explosões causadas por bombas lançadas a partir do ar”.

Konashenkov explicou que durante a gravação é possível identificar que o comboio estava sendo acompanhado por uma pickup terrorista. Ainda segundo o Porta-Voz, o veículo estava equipado com lançadores de grosso calibre, mas não se pode ver o momento exato das explosões, porém, conclui-se que os responsáveis não foram os russos e nem os sírios, de nenhum dos dois veio o ataque ao comboio de ajuda humanitária.

Por fim, no dia 21, quarta-feira passada, Jens Laerke anunciou que a ajuda humanitária é necessária, por isso uma nova frota de caminhões partiria para Síria no dia seguinte, 22, quinta-feira. No entanto, o destino final não foi mais Aleppo, cidade chave no conflito.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Internacional_da_Cruz_Vermelha_e_do_Crescente_Vermelho#/media/File:Croixrouge_logos.jpg

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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