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Uma profunda crise assola a Venezuela, desde quando seu atual Presidente, Nicolás Maduro, assumiu o poder, em abril de 2013. Os problemas são inúmeros, atingindo a economia (o país é produtor de petróleo), obtendo uma inflação alta, com desabastecimento total de alimentos e medicamentos e, por consequência, um alto número de protestos que envolvem confrontos violentos entre forças do governo e manifestantes. O atual cenário do país sul-americano já deixou dezenas de mortos, feridos, presos e torturados.

Devido a situação, as nações buscam um meio para dialogar com representantes governamentais na Venezuela, ou até com o seu Presidente, para, juntos, tomarem uma decisão que represente, tanto os manifestantes quanto o próprio Governo. John Kerry, Secretário de Estado norte-americano, pediu em seu discurso na última terça-feira (14 de junho), durante a abertura da reunião da OEA (Organização dos Estados Americanos), em Santo Domingo, a aplicação de um Referendo que tire Maduro do poder.

Mais tarde, após uma reunião, Delcy Rodríguez, chanceler venezuelana, acalmou os “ânimos” ao acertar que os dois países irão iniciar uma série de diálogos para “amenizar as tensões entre eles”. Posteriormente, durante um discurso na República Dominicana, Kerry ressaltou a veracidade da informação, e ainda acrescentou que “Washington está fortemente comprometido em trabalhar com os Estados-membros para lidar com a situação ‘profundamente problemática’ da Venezuela”.

O referendo revogatório, com amparo da Constituição venezuelana, serve para afastar um Governo desaprovado pela sua nação. Por esse motivo, os Estados Unidos, sob apoio de Almagro, atual Secretário Geral da OEA, e de outros países, pediram, por meio de Kerry, para que o Governo de Maduro libertasse presos políticos e respeitasse a liberdade de expressão de seu povo, além de aliviar “a falta de alimentos e medicamentos” e honrar com “os mecanismos de sua própria Constituição, incluindo um justo e tempestivo referendo revogatório”.

Para além disso, a Oposição venezuelana acusa o Conselho eleitoral do país de paralisar tal referendo e, como resposta, Maduro afirma que “todo e qualquer referendo só poderá acontecer em 2017”. Ainda esta semana, a OEA poderá realizar uma nova reunião para tratar exclusivamente do atual cenário do país sul-americano. Até lá, tanto os EUA quanto Nicolas Maduro já concordaram em iniciar “imediatas conversas”.

O diálogo bilateral entre os países será mediado por Thomas Shannon, subsecretário norte-americano de Estado e veterano da diplomacia latino-americana. Alguns dos assuntos tratados serão a respeito da decisão do Secretário Geral da OEA, que optou por suspender a Venezuela da entidade. Contudo, segundo John Kerry, esta não é a melhor decisão, já que, para ele, “uma suspensão não é construtiva”, e completou afirmando que acredita ser “mais construtivo dialogar do que isolar”.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolás_Maduro

Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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