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Os países balcânicos têm uma semana decisiva com a direção da União Europeia na primeira quinzena de dezembro (2016). O primeiro-ministro sérvio, Aleksandar Vucic, se encontrará com o Comissário da UE, Johannes Hahn, para realizar conversas sobre o processo de entrada da Sérvia no Bloco. Alguns políticos europeus se manifestaram sobre tais medidas, como o Ministro das Relações Exteriores húngaro, Péter Szijjártó, que recentemente se posicionou a favor da entrada dos países balcânicos na União. Seus argumentos são relacionados às soluções da crise dos refugiados, que se tornam mais próximas se forem agregados esses países no rol de Estados membros. Afirmou: “Se o processo de alargamento continuar a ser devagar como tem andado, isso acarretará em sérios riscos tanto em segurança quanto economicamente”.

Na última reunião entre ministros do Bloco, a Hungria, a República Tcheca, a Polônia e a Eslováquia advogaram para acelerar as conversas sobre o acesso da Albânia, Bósnia, Kosovo, Macedônia, Montenegro e Sérvia, contrariando as previsões de que qualquer ingresso até 2020 seria considerado irreal.

A imprensa sérvia vem noticiando que o Tribunal Penal Internacional para a Ex-Iugoslávia pressionará a República da Sérvia para a solução do caso de três políticos do país serem extraditados para os Países Baixos e sofrerem julgamentos in loco. O caso dos oficiais do Partido Radical Sérvio (SRS), cujo mandado de prisão foi emitido em janeiro, é complicado, devido ao Tribunal ter anunciado na terça-feira (dia 29 de novembro) que, desde 5 de outubro, há também um mandado internacional. 

Os três são acusados de desacato ao Tribunal no caso contra o líder do SRS, Vojislav Seselj, e são acusados de ameaçar, intimidar e oferecer subornos a testemunhas. Na prática, isso pode significar que alguns países da UE se recusarão a aceitar a abertura de novos capítulos nas negociações de adesão da Sérvia à União Europeia até que Jovo Ostojic, Vjerica Radeta e Petar Jojic tenham sido extraditados. 

Conforme é apontado, os pré-requisitos para adentrar na União não seriam atingidos, na medida em que o “Império da Lei” e o Estado de Direito são cruciais para a estabilidade necessária e norteadora da entrada, ao mesmo tempo em que deve ocorrer a cooperação com órgãos internacionais de solução de controvérsias.

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ImagemBandeiras dos Países Balcânicos sob o símbolo da União Europeia” (Fonte):

http://www.debatingeurope.eu/wp-content/uploads/2014/12/flags.jpg

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Matheus Felten Fröhlich - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Sociais pela PUC-RS. Bacharel em Relações Internacionais (2014), pelo Centro Universitário Univates de Lajeado - RS, realizou estudos em Segurança Internacional na Högskolan i Halmstad em Halmstad, Suécia (2013). Áreas de interesse em pesquisa são em Política Internacional, Segurança Internacional, Península Balcânica e etnias nas Relações Internacionais.'

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