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Na sexta-feira da semana retrasada (dia 21), durante um evento na Escola Militar de Cochabamba, o Presidente da BolíviaEvo Morales, advertiu em discurso sobre o risco de um Golpe de Estado no território brasileiro, ao afirmar: “Não vamos permitir Golpes de Estado no Brasil e nem na América Latina. Vamos defender as democracias[1] (Grifos meus). O líder boliviano declarou ainda: “não vamos permitir [porque] não estamos mais no tempo de oligarquias e hierarquias[1].

A declaração de Evo Morales coincide com 44º Aniversário do Golpe Militar de 1971, que projetou o então coronel Hugo Banzer, apoiado, segundo os historiadores, por militares brasileiros e argentinos, além de ter recebido o respaldo do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono). O Presidente da Bolívia espera que o risco do Golpe seja somente uma questão midiática. É nossa obrigação defender os processos democráticos, a democracia e especialmente os processos de libertação sem interferência externa[2].

Na segunda-feira daquela semana, no dia 17, em entrevista ao site Página 12, Evo Morales comentou sobre a crise política no Brasil. De acordo com o Presidente boliviano, há um apoio dos governos imperialistas à oposição que deseja o Golpe. Para Evo Morales, as agressões à imagem da Presidente Dilma Rousseff são de natureza política, apoiadas, em parte, pelo Congresso Brasileiro. Para o líder boliviano, os recentes casos de corrupção envolvendo políticos e empreiteiros configuram em material para desgastar o Governo brasileiro contribuindo, assim, para o agravamento da crise política no Brasil[3].

As relações diplomáticas entre os dois países estão estremecidas desde 2013, quando o senador boliviano opositor Roger Pinto Molina fugiu para território brasileiro em um veículo diplomático do Brasil, protegido por funcionários da Embaixada Brasileira em La Paz, onde estava asilado desde maio de 2012. Chegando no Brasil, o Senador boliviano pediu refúgio. A tensão diplomática levou o então ministro Antonio Patriota a deixar o Ministério das Relações Exteriores. Devido ao ocorrido, o Embaixador Brasileiro em La Paz foi retirado e, desde então, não foi reposto. As relações comerciais entre Brasil e Bolívia, no entanto, não foram afetadas[4].

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Imagem (Fonte):
http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/dilma-declara-repudio-a-episodio-envolvendo-evo-morales-1.142772

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.la-razon.com/nacional/Presidente-Morales-respalda-gobierno-Dilma_Rousseff_0_2330766917.html

[2] Ver:

https://br.noticias.yahoo.com/morales-v%C3%AA-risco-golpe-estado-brasil-205206227.html

[3] Ver:

http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-279517-2015-08-17.html

[4] Ver

http://www.lanacion.com.py/2015/08/21/morales-ve-riesgo-de-golpe-de-estado-en-brasil/

Gabriel Sandino de Castro - Colaborador Voluntário 1

Mestrando em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU); Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (NEPRI/UFU).

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2 Comments

  1. Paulo Athayde 2 de setembro de 2015

    Lamentável esta matéria que não informa do programa previsto pelo FORO DE SÃO PAULO para a américa latina. Favor solicitar ao GABRIEL SANDINO DE CASTRO uma análise sobre as 21 Assembléias deste FORO para não ofender os adeptos deste imortante meio de comunicação.

    Responder

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