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No domingo passado (dia 21 de fevereiro de 2016), a sociedade boliviana votou o Referendo que definiu a possibilidade, ou não, de uma nova reeleição presidencial no país. Em dezembro do ano passado (dia 5), o Congresso Nacional da Bolívia havia aprovado a realização de um Referendo para que a sociedade decidisse pela permissão a ser dada ao presidente Evo Morales em disputar outra reeleição.

O resultado foi negativo para o mandatário, que teve, em dez anos, sua derrota mais significativa nas urnas. Em votação apertada, 51,3% dos eleitores votaram “Não”, contra os 48,7% que optaram pelo “Sim”. Na última quarta feira (dia 24 de fevereiro), o Presidente reconheceu a derrota. Com efeito, Evo Morales criticou a Oposição por, na visão do mesmo, promover uma “guerra suja” nas redes sociais. Ele afirmou ainda que, mesmo com a derrota, permanece com alta popularidade no país.

A Oposição ao Governo Morales comemorou o resultado. Para Samuel Doria Medina, uma das lideranças críticas ao Presidente boliviano, “a principal mensagem a extrair é a da unidade, ou seja, que o caminho da unidade é o que a Bolívia necessita, afirmou, insistindo que a principal mensagem que a população nos deu é que, se trabalharmos unidos, teremos resultados

O cientista político Carlos Cordero, por sua vez, sustenta que “o país está dividido, mas é temporário. Também vai depender da liderança de Morales, do partido do governo e da oposição para que esta polarização seja apenas conjuntural”. A tendência, portanto, com esta vitória dos opositores, será o acirramento do debate político na Bolívia.

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Imagem (Fonte): 

http://noticias.uol.com.br/internacional/ultimas-noticias/2016/02/24/evo-morales-diz-que-guerra-suja-nas-redes-sociais-causou-derrota-em-referendo.htm

Gabriel Sandino de Castro - Colaborador Voluntário 1

Mestrando em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU); Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Pesquisador do Núcleo de Estudos e Pesquisa de Relações Internacionais da Universidade Federal de Uberlândia (NEPRI/UFU).

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