LOADING

Type to search

Força Aérea dos EUA enfrenta falta de operadores de drones

Share

No último dia 9 de janeiro, Benjamin Newell, PortaVoz do Comando de Combate Aéreo, afirmou que a Força Aérea dos Estados Unidos da América (EUA) espera perder, durante o presente ano fiscal, mais pilotos de drones do que será capaz de treinar[1]. Os drones são o que há de mais moderno em Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), ou, em inglês, Unmanned Aerial Vehicle(UAV).

As primeiras tentativas de operar um VANT aconteceram logo após aSegunda Guerra Mundial. No entanto, foi somente em 1973, durante aGuerra Fria, que a Força Aérea NorteAmericana confirmou a existência dessas aeronaves. Mais tarde, em 1994, as Forças Armadas Americanas passaram a testar drones carregados com armas, com o desenvolvimento da aeronave Predador. Porém, o Governo dos EUA afirma que o primeiro avião não tripulado foi empregado em combate durante a invasão americana no Afeganistão, a partir de outubro de 2001[2].

Desde 2008, a Força Aérea dos Estados Unidos vem enfrentando uma significativa escassez no quadro de operadores de drones. Naquela época, os pilotos de caças eram remanejados para suprir a crescente demanda das operações de vigilância e de ataque durante a guerra. Os drones são operados por pilotos a milhares de quilômetros de seus alvos. O número exato de operadores varia conforme aeronave. Para manter o Drone Predador, por exemplo, é necessária uma equipe de 168 pessoas. Em 2013, a Força Aérea estava lutando para suprir um déficit de 300 pilotos, em razão da demanda de operação no Afeganistão.

No presente, segundo o general Mark Welsh, Chefe do Estado Maior,a Força Aérea tem capacidade de treinar até 180 pilotos de drones por ano. Contudo, para suprir as demandas é forçosa a formação de 300 pilotos anualmente[3]. Esse cenário de baixas deve-se a uma combinação de fatores, que, de acordo com Benjamin Newell, “levam a uma diminuição no número de pilotos disponíveis para cumprir os requisitos de missões de alto nível, mas neste momento estamos em fase de planejamento e coordenação…[4].

Um dos fatores que contribuíram para a baixa é a saída anualmente de 240 operadores, por se deslocarem para outros postos de trabalho, ou por deixarem o serviço de aviadores[5]. Ademais, também contribuem para a falta de operadores o aumento das operações em curso em todo o mundo, incluindo os sistemáticos ataques aéreos no Iraque e na Síria.

Conforme ressaltou Deborah Lee James, Secretária da Força Aérea, essa é uma Força que está sob estresse significativo, devido ao número incessante de operações[6]. Atualmente, os pilotos de drones trabalham seis dias seguidos, com uma média de 13 a 14 horas diariamente. De acordo com a Força Aérea, o plano inicial era reduzir o número de patrulhas diárias de 65 para 55, mas isso tornou-se impossível devido às missões de combate ao Estado Islâmico.

No dia 8 de janeiro, Deborah Lee James anunciou que a Força Aéreapretende adotar medidas que possam contribuir para suprir a carência desses pilotos. O plano visa aumentar os pagamentos e incentivos, trazer mais pilotos da Guarda Nacional e da Reserva[2]. Dentre as medidas está um aumento da remuneração, com um incentivo de US$ 600 a US$ 1.500 para persuadir os operadores a permanecerem na Força,entretanto, esse aumento seria designado aos pilotos que já tenham cumprido o serviço inicial de 6 anos[7].

Além disso, segundo Deborah Lee James, a Força tem o objetivo de formar 10 equipes por patrulha de combate aéreo, a fim de atender as necessidades de pessoal e ainda permitir tempo aos pilotos para a escolarização e a formação profissional. Hoje, a Força Aérea conta com cerca de oito equipes por patrulha de combate aéreo. Adicionalmente, a Força anunciou que pretende incentivar operadores de drones a se candidatarem voluntariamente para operar por seis meses as unidades tensas[8].

——————————————————————————-

Imagem (Fonte):

http://fotospublicas.com/soldados-americanos-testam-novos-drones/

——————————————————————————-

Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.airforcetimes.com/story/military/careers/2015/01/09/air-force-losing-drone-pilots/21503301/

[2] Ver:

http://jornal.ceiri.com.br/drones-o-modo-norte-americano-de-combater-o-terrorismo/

[3] Ver:

http://abcnews.go.com/Politics/wireStory/air-force-tap-guard-reserve-fill-drone-pilot-28252844

[4] Ver:

http://www.airforcetimes.com/story/military/careers/2015/01/09/air-force-losing-drone-pilots/21503301/

[5] Ver:

http://abcnews.go.com/Politics/wireStory/air-force-tap-guard-reserve-fill-drone-pilot-28252844

[6] Ver:

Idem.

[7] Ver:

Idem.

[8] Ver:

Idem.

Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.